Folha revela sinais de que Mourão pode substituir Bolsonaro

Por: Redação

Notas da coluna Painel da Folha revelam os primeiros sinais de que setores da elite política e econômica ensaiam movimentos iniciais para o impeachment de Jair Bolsonaro, caso a reforma da previdência não passe no Congresso.
Sintomático é o apelido que empresários estão dando a Bolsonaro: “Dilma de Saias”.
A questão essencial: sem reforma da Previdência, o Brasil fica ingovernável.
Some-se a isso a pesquisa Ibope desta semana que mostrou a derrocada do prestígio do presidente em pouco tempo.
Foi uma queda de 15 pontos: a maioria das crises é causada pelo próprio governo ou por integrantes da família Bolsonaro.
Sem apoio popular, Bolsonaro terá ainda mais dificuldade de aprovar a reforma.
Ainda com a falta de articulação no Congresso, onde até Alexandre Frota já ensaia críticas; a líder do Governo no Congresso, Joice Hasselmann, fala em deixar o PSL: e o líder na Câmara, Major Vitor Hugo, é critico das mudanças da aposentadoria para policiais e militares.
O centrão já anuncia rebelião, afastando-se do Palácio do Planalto.

Notas da Coluna Painel.

Governadores simpáticos a Bolsonaro e dirigentes partidários já falam em um chamado aos militares, tanto para cobrar uma atitude incisiva de correção de rumos como para abrir canais de diálogo permanente sobre o cenário político.

O incômodo de deputados de diversos matizes foi explicitado de maneira cristalina a integrantes da cúpula do Exército nesta sexta. Em meio à crise, o comandante militar do Sudeste, general Luiz Eduardo Ramos, recebeu integrantes da bancada de São Paulo para um almoço.

O encontro foi chamado para que os militares falassem sobre a proposta de reestruturação da carreira e de mudanças na aposentadoria, mas a conversa foi além. Houve crítica à “inexperiência de Bolsonaro”. Os fardados, por sua vez, destacaram o papel do vice, Hamilton Mourão.

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