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Jornalista defende Anitta e Túlio Gadelha de ataques “injustos”

Por: Gilberto Dimenstein

Fiquei incomodado com a onda de ataques raivosos contra Anitta e Túlio Gadelha, namorado de Fátima Bernardes.
Uma coisa é crítica; outra, bem diferente, histeria.
Chegaram a propor boicote.
Temos de tomar cuidado para não ultrapassar um limite, capaz de comprometer a crítica razoável.
Não podemos permitir que se destruam imagens de duas pessoas que, com seus gestos, têm ajudado a combater preconceitos.
Queria compartilhar um trecho desse artigo de Tony Goes, na Folha.

“Anitta errou em cantar ao lado de Nego do Borel; Túlio Gadêlha, em publicar uma foto supostamente machista e desrespeitosa com sua namorada.

Acontece que tanto Anitta quanto Gadêlha são militantes progressistas. A cantora já se posicionou inúmeras vezes a favor dos direitos LGBT, e inclui em seus shows dançarinos que representam minorias, como obesos ou portadores da Síndrome de Down.
Já Gadêlha, além de uma extensa atuação política pela esquerda, também quebra um tabu sexista ao se envolver com uma mulher mais velha do que ele.

Tais credenciais deveriam bastar –só que não. Longe de mim querer passar o pano nas burradas do Nego do Borel: o cara é mesmo um desavisado, e precisa fazer logo algum tipo de treinamento para adquirir mais sensibilidade social. Mas, de qualquer forma, já pediu desculpas. E a própria Anitta explicou que, além de pega de surpresa, não concorda com tudo o que o amigo diz.

Para problematizar o que Túlio escreveu é necessária uma dose extra de má vontade. Não há nada de mais em dizer que “namorada boa é a que…”, ainda mais em um contexto elogioso. E sexualizar a mera ordenha de uma vaca sugere algum problema mal resolvido da parte da comentarista.

Os progressos conseguidos nas últimas décadas por mulheres, negros, LGBTs e outras minorias nunca estiveram em tamanho risco como agora. Os inimigos dessas pautas chegaram ao poder em diversos países —inclusive no Brasil, claro— e já manifestaram a intenção de fazer esses avanços retrocederem.

Mas muitos militantes dessas causas, todas justíssimas, preferem gastar munição despejando fogo amigo sobre quem já está ao lado deles. Acabam se tornando uns chatos de galocha e espantando novos simpatizantes. Enquanto isto, os reacionários se unem e dão risada”.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.