Jovem que lutou com autor de massacre: ‘me imaginei no tatame’

Por: Gilberto Dimenstein

Rhyllary Barbosa dos Santos, 15 anos, é uma das sobreviventes do massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano, e considerada uma heroína.

Rhyllary lutou com por Luiz Henrique de Castro, um dos responsáveis pelo ataque, e abriu a porta da escola que permitiu a fuga de uma dezena de colegas em meio ao terror.

Escola Estadual Raul Brasil
Crédito: ReproduçãoRhyllary luta com um dos atiradores da Escola Estadual Raul Brasil

Em entrevista à Folha, a jovem conta que “tomava café da manhã no intervalo das aulas com uma amiga na cantina quando ouviu o barulho que logo reconheceu ser de tiros.

“Corri para o refeitório, pulei um murinho e me abaixei para me esconder. Tinha muita gente comigo. Mas ali, daquele jeito, estávamos numa posição bem desfavorável”, conta.

A estudante de 15 anos Rhyllary Barbosa
Crédito: Reprodução/arquivo pessoalA estudante de 15 anos Rhyllary Barbosa dos Santos escapou de um dos assassinos e ainda abriu a porta para que outros alunos da escola pudessem fugir

“Eu estava assustada, mas busquei uma força que não sei de onde veio, me levantei e disse para todo mundo: vocês precisam tomar coragem. Se a gente ficar parado aqui, vai ser muito pior.”

Segundo Rhyllary, que treina jiu-jitsu há 3 anos, no Projeto Social Bonsai – Construindo o Futuro, ter conhecimento da arte marcial foi fundamental para sobreviver ao ataque.

“Eu me imaginei no tatame e não deixei ele me derrubar”, conta a jovem ao ser agarrada pelo cabelo por Luiz.

Llivre, Rhyllary abriu o portão do colégio, saiu correndo e abriu passagem para colegas. Já fora do colégio, buscaram socorro para os que ficaram presos.

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