Mais um tiro em Jair Bolsonaro: prisão dos milicianos digitais

Por: Redação

Está prevista para hoje a prisão de milicianos digitais ligados à ameaça de morte a ministros do Supremo Tribunal Federal.
Não apenas ameaças de morte, mas também a disseminação de Fake News.
É mais um desgaste para o presidente Jair Bolsonaro: a polícia já sabe, analisando as redes sociais, que os dois milicianos descobertos são fãs de Bolsonaro.
Não significa obviamente que o presidente tenha qualquer responsabilidade direta nas ameaças ao STF.
Mas Bolsonaro e seus filhos sempre foram relacionados a esquemas digitais que disseminam Fake News nas redes sociais ou operam um máquina para destruir reputações.
Essa rede foi apontada no domingo passado em reportagem do jornal O Estado de S.Paulo.
O jornal foi alvo de uma Fake News disseminada pelo próprio presidente, a partir do site “Terça Livre”.
Jair Bolsonaro foi ao Twitter para compartilhar uma crítica que o filho Eduardo fez ontem sobre a decisão do STF de remeter à Justiça Eleitoral processos que envolvam crimes como caixa 2 e outros delitos.
“Mesmo com a decisão do STF de ontem [quinta-feira], fazendo a conexão para a Justiça Eleitoral, o pacote anticrime enviado pelo ministro Sergio Moro ao Congresso sana isso. Retorna a competência para a justiça comum”, diz Eduardo no vídeo que já teve mais de 120 mil visualizações.

Na onda de ataques, foi disseminada a defesa de fechamento do STF.

Quem se destacou nessa campanha foi a atriz Regina Duarte, cabo eleitoral de Bolsonaro.

Em publicação no Instagram, a atriz acabou compartilhando uma imagem pedindo o fim do STF. “Conclusão: se acabar o STF, com certeza acaba a corrupção“, diz a imagem publicada por ela, acompanhada de um convite a manifestações marcadas para este domingo contra o tribunal.

Foi usado um vídeo antigo da líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann .

Naquele vídeo, ela defendeu o fechamento do STF foi a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP). E um vídeo vídeo, a parlamentar acusa o tribunal de provocar insegurança jurídica no país e diz que pedirá o artigo 142 nas ruas – o artigo estabelece o emprego das Forças Armadas diante de ameaça à soberania nacional.

Ela chama o presidente do Supremo, Antonio Dias Toffoli de “advogado do PT”, Gilmar Mendes de “traidor da pátria” e conclui: “o supremo tem que ser dissolvido”.

É provável que o vídeo tenha sido gravado antes da votação no Supremo, que decidiu que a Justiça Eleitoral deve investigar casos de corrupção com caixa 2.