Mulher desiste de ajudar menina com câncer pelo pior motivo

04/05/2019 09:00

Diagnosticada com câncer há cinco meses, uma menina de 2 anos teve uma ajuda negada por ser filha de mães lésbicas. O caso aconteceu no começo de abril em Ohio (EUA) e revoltou internautas.

A pequena Callie foi diagnosticada no final de 2018 com neuroblastoma avançado, um tipo de câncer que ataca glândulas acima dos rins e precisaria fazer quimioterapia e radiação por 18 meses.

A pequena Calli, que foi diagnosticada com neuroblastoma avançado
A pequena Calli, que foi diagnosticada com neuroblastoma avançado - Reprodução/Facebook

Como os custos do tratamento eram alto, um familiar teve a ideia de criar uma vaquinha online para arrecadar US$ 100 mil (cerca de R$ 400 mil) para ajudar nas despesas médicas

As mães da criança, Tiffany e Albree Shaffer, relatam que receberam uma mensagem de uma uma mulher identificada como Bren Marie que estava disposta a doar cerca de R$ 30 mil para o tratamento da pequena Callie. Porém, ao descobrir que a criança era filha de um casal gay, desistiu.

Callie precisa passar por quimioterapia e radioterapia
Callie precisa passar por quimioterapia e radioterapia - Facebook / Reprodução

“Minhas orações estão com a Callie. Eu ia doar US$ 7,6 mil (cerca de R$ 30 mil) para ela, mas descobri que ela é filha de lésbicas. Eu escolhi fazer uma doação para St. Jude (hospital infantil) devido a esse fato. Desculpe, ainda vou rezar por ela, mas talvez seja a maneira de Deus de chamar sua atenção que ela precisa de uma mamãe e um papai, não duas mamães”, escreveu Bren Marie para as mães da criança em uma rede social.

Tiffany e Albree relataram ter ficado “chocadas e enojadas” com a situação. “Tentamos não ficar chateadas, mas foi difícil. Eu não podia acreditar que ela nos procurou para nos dizer isso diretamente. Ela poderia simplesmente não ter doado e ignorado a página”, disse Albree, que largou seus três empregos para se dedicar à filha.

A outra mãe, Tiffany, trabalha para sustentar a casa e cuida de seu outro filho, Tyler, de 7 anos, que tem transtorno do espectro autista.