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Palavra oficial: nova operação em Bolsonaro não está descartada

Por: Gilberto Dimenstein

O porta-voz da presidência da República, Otavio de Rêgo Barro, informou oficialmente que não está nova cirurgia, ainda no próximos dias, em Jair Bolsonaro.
Mas disse que, nesse momento, ainda não se cogita.
Conversei com médicos especialistas em estômago e todos foram unânimes: é impossível descartar a cirurgia, caso nos próximos dias Bolsonaro não demonstrar recuperação em seus movimentos intestinas.
Eles citam que ainda pode existir complicações nas aderências.
Crescem nos meios de comunicações suspeitas de que as versões oficiais sobre saúde do presidente não refletiriam a realidade

Estava anunciado que Jair Bolsonaro sairia na próxima quarta-feira do Hospital Albert Einstein, onde está internado.
Agora, o prazo foi estendido para segunda-feira – mas sem segurança.
Até porque uma nova cirurgia não está descartada.
Novo boletim do hospital indicou que ele teve febre ontem à noite.
“Apresentou ( Bolsonaro), ontem à noite, elevação da temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais. Foi iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia. Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local”, diz o boletim médico.
Os rumores de que estão mentindo sobre a saúde do presidente foram estimulados pela Folha.
O jornal mostrou que os assessores enganaram a imprensa sobre a saúde de Bolsonaro.
Os Assessores disseram à imprensa que as náuseas e vômito que Bolsonaro teve no sábado, obrigando-o a colocar uma sonda gástrica, era uma “reação normal e decorrente da retomada da função intestinal”.
A Folha descobriu que não era uma reação normal.
A naúsea e vômito ocorreram porque o intestino delgado parou de funcionar.
É o que se chama de “íleo paralítico”.

Folha ouviu especialistas:

Segundo eles, os sintomas apresentados por Bolsonaro representam uma piora no estado clínico. Um deles diz que, no melhor cenário, não era para acontecer. No quinto dia após a cirurgia, afirma, o paciente deveria estar comendo por boca e evacuando.

Outras hipóteses explicariam a paralisação do intestino como fístula (abertura de algum ponto cirúrgico), infecção, efeitos colaterais de medicamentos (antibióticos ou remédios para dor) ou aderência precoce, ou seja, uma dobra no intestino.

A pior das hipóteses seria a fístula. Se ocorrer, há risco grande de ter que reoperar e refazer a bolsa de colostomia.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.