Brasileiros defendem educação financeira no currículo escolar
Pesquisa mostra que 95% defendem ensino de finanças desde a infância para preparar decisões do dia a dia
A inclusão da educação financeira no currículo escolar é defendida por 95% dos brasileiros, segundo a pesquisa “Branding Brasil Segmentos – Edição Financeiro”, conduzida pelo Valometry, ferramenta de gestão de marca da agência anacouto.
O levantamento foi realizado entre julho de 2024 e abril de 2025 e indica consenso sobre a necessidade de abordar o tema desde a infância.

De acordo com o estudo, a presença da educação financeira na escola é vista como forma de preparar as novas gerações para lidar com escolhas econômicas mais complexas.
A pesquisa aponta que o aprendizado antecipado pode contribuir para decisões mais estruturadas no consumo, no uso do crédito e no planejamento de longo prazo.
Os dados também indicam que o ensino de finanças pessoais está associado à formação de consumidores mais conscientes.
Segundo Ana Couto, CEO da anacouto, os resultados mostram uma expectativa clara sobre o papel da escola na preparação para o cotidiano econômico.
Para a executiva, a inclusão do tema pode ampliar a capacidade de tomada de decisão e reduzir inseguranças diante de desafios financeiros.
O resultado da pesquisa reforça a presença do tema no debate sobre educação básica no país. A discussão envolve a ampliação de conteúdos práticos no currículo escolar e a adaptação do ensino às demandas da vida cotidiana, incluindo planejamento financeiro, consumo e organização de recursos.
A percepção de que a educação financeira deve fazer parte do currículo escolar é mais elevada na classe C (91%) e nas classes DE (84%). Ao mesmo tempo, 81% dos entrevistados dizem ter interesse em aprender mais sobre gestão do dinheiro e investimentos, mas 49% dos brasileiros das classes DE ainda relatam dificuldade para entender produtos como CDBs, fundos de investimento e Tesouro Direto.
Nesse contexto, a poupança tradicional segue como principal opção dos brasileiros para guardar dinheiro, mesmo com rentabilidade inferior a outras aplicações. O levantamento mostra que 49% da população afirmam ter o hábito de poupar, proporção que se mantém estável entre as diferentes faixas de renda.
A pesquisa também indica que a comunicação das instituições financeiras ainda não alcança parte dos investidores. Entre os entrevistados das classes AB, 45% dizem recorrer a amigos ou familiares para obter orientações sobre investimentos. Na classe C, o índice é de 37%, enquanto nas classes DE chega a 28%, o que aponta para maior confiança em redes pessoais do que em canais formais.