Ensino: como fazer perguntas instigantes para os alunos

Quando estava no colégio, você já deve ter escutado alguma vez: “não existem perguntas certas ou erradas”. De fato, todo questionamento é válido, sobretudo no ambiente educacional. Mas e as perguntas provocadas pelos docentes? Elas podem ser um meio de instigar os alunos e aproveitarem melhor os saberes.

A norte-americana Rhonda Bondie, da Faculdade de Educação de Harvard, defende que algumas perguntas têm capacidade maior de instigar a curiosidade e fazer refletir. Ela esteve recentemente em São Paulo para a 4ª Conferência de Educação da Escola Saint Paul e falou sobre isso.

Segundo ela, as perguntas podem ser uma ferramenta muito valiosa para ensinar e aprender. Assim, elas podem ser distribuídas em três categorias, de acordo com os objetivos – obter informações, construir compreensão ou encorajar reflexão.

Confira abaixo a tabela publicada pelo Centro de Referência em Educação Integral:

Na tabela, algumas orientações sobre o método.

Vale destacar que o ideal é que este processo esteja contextualizado ao território, cultura, repertório e interesse dos estudantes. “Quanto mais o professor souber sobre seus alunos, mais fácil será acessá-los”, diz Rhonda Bondie.

Confira abaixo as dicas que publicadas pelo Centro de Referência em Educação Integral:

  • Demarque o momento de perguntar

Deixe claro o momento em que vai propor uma pergunta. O professor pode ficar de pé em um local específico da sala ou segurar um objeto, por exemplo.

Dessa maneira, os alunos começam a entender a rotina de prestar atenção às perguntas e saber que são esperadas respostas delas. “Criar esse hábito é importante para os estudantes entenderem quando realmente precisam pensar e responder”, diz Rhonda.

  • Não pergunte o que não precisa de resposta

Para reforçar o momento em que de fato se espera uma reflexão e uma resposta dos alunos, não faça perguntas que não precisam de respostas, como as perguntas retóricas. Se precisar dar coordenadas para os estudantes, ao invés de dizer “já pegaram seus cadernos?”, diga simplesmente “peguem seus cadernos”.

As perguntas devem ser instigantes a fim de contribuirem para o fortalecimento das discussões em sala de aula.
  • Dê tempo antes de exigir respostas

Isso aumenta as oportunidades dos alunos refletirem e pode diminuir a competitividade entre eles, muitas vezes expressa na agilidade em levantar a mão para responder primeiramente.

“Faça a pergunta, dê alguns segundos de pausa, em silêncio, e só então peça para os alunos erguerem as mãos”, recomenda Rhonda.

Para ler o conteúdo na íntegra e as demais dicas, clique aqui e acesse a matéria. É importante que os educadores consigam usar essa ferramenta em favor deles, promovendo assim uma aula mais interativa, colaborativa e eficiente.

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