Programa oferece bolsas universitárias em todo o Brasil

Inscrições estão abertas para estudantes de baixa renda em instituições de todo o país

04/03/2026 09:24

O Instituto Max Fabiani lançou um novo edital de bolsas de estudo voltado a estudantes de baixa renda, com foco não apenas no auxílio financeiro, mas também no desenvolvimento acadêmico, profissional e na saúde mental dos beneficiados.

O programa PBMax oferece um ecossistema de benefícios que inclui bolsa mensal de R$ 1.200, acompanhamento psicológico contínuo, mentoria acadêmica e de carreira, além de acesso a uma rede de pertencimento com outros universitários.

Instituto Max Fabiani abre programa de bolsas que une auxílio financeiro, mentoria e saúde mental para jovens talentos
Instituto Max Fabiani abre programa de bolsas que une auxílio financeiro, mentoria e saúde mental para jovens talentos - Divulgação/Instituto Max Fabiani

Podem se candidatar alunos que iniciarão a graduação em 2026 em universidades elegíveis espalhadas por diferentes estados do país. A lista reúne instituições públicas e privadas selecionadas por critérios de qualidade acadêmica e diversidade territorial, como USP,

Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), UnB (Universidade de Brasília) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), entre outras.

As inscrições vão até 13 de março, exclusivamente pelo site oficial do Instituto Max Fabiani. O programa oferece 30 vagas, e o processo seletivo considera nota do ENEM, situação socioeconômica, ser o primeiro curso de graduação, matrícula em universidades elegíveis e carta de motivação. Todos os critérios podem ser conferidos no edital do programa.

Combate à evasão e foco na permanência

O lançamento do edital 2026 ocorre em um cenário desafiador. Dados do relatório Education at a Glance 2025, da OCDE, apontam que um em cada quatro estudantes abandona a graduação ainda no primeiro ano. O panorama geral é corroborado pelo Mapa do Ensino Superior no Brasil (Instituto Semesp), que indica uma taxa de desistência de 55% ao longo do curso.

A barreira é ainda mais acentuada para a população de baixa renda. Segundo levantamento da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), o Brasil possui cerca de 34 milhões de jovens nessa faixa de renda, dos quais apenas 33% conseguem dar continuidade aos estudos.

Para o Instituto Max Fabiani, a correlação entre vulnerabilidade socioeconômica e evasão exige uma resposta sistêmica.

Raphael Borella, Gerente Executivo do Instituto Max Fabiani, destaca que o objetivo do PBMax é garantir não apenas o acesso, mas a diplomação desses jovens. ‘Não se trata apenas de celebrar o ingresso na universidade, mas de assegurar a conclusão do curso. O PBMax parte da premissa de que a permanência universitária não se sustenta apenas com recursos financeiros, mas exige acolhimento emocional, orientação contínua e fortalecimento de vínculos. Queremos oferecer a estrutura necessária para que jovens de todo o país possam focar em sua excelência acadêmica e transformar suas realidades’, afirma o executivo.”