‘Altas Horas’: Pabllo Vittar revela que apanhava por ser gay

Cantora disse que enfrentou período difícil quando tinha apenas 10 anos de idade

Pabllo Vittar se emocionou ao relembrar drama na infância, durante o “Altas Horas”, da Globo
Créditos: Reprodução/TV Globo
Pabllo Vittar se emocionou ao relembrar drama na infância, durante o “Altas Horas”, da Globo

Pabllo Vittar emocionou o público que acompanhava sua participação no “Altas Horas”, da Globo, na madrugada deste domingo, 2. A cantora relembrou os momentos difíceis da infância e revelou que apanhava por ser gay e estar acima do peso.

“Foi muito difícil. Eu era uma criança gordinha com a voz afeminada e de cabelo grande. E eu cheguei super contente no primeiro dia de aula na escola nova para fazer amigos. No primeiro dia me bateram e foi horroroso porque eu não tinha a quem recorrer. Os professores não faziam nada”, declarou.

https://www.instagram.com/p/BnNe0BfgznM/?hl=pt-br&taken-by=pabllovittar

A drag queen disse ainda que naquela época tinha 10 anos de idade e pensou em desistir de frequentar o colégio no mesmo dia, porém, foi encorajada pela mãe a seguir em frente.

“Minha mãe falou: ‘Você vai, sim. Sua vida inteira vai ser desse jeito, se você se esconder vai ser pior”, disse, emocionada.

Os internautas ficaram comovidos com o relato e se manifestaram nas redes sociais. Veja algumas reações:

https://twitter.com/PablloNews/status/1036095852455096327

https://twitter.com/gabriel_hanc/status/1036112900451127296

HOMOFOBIA É CRIME

Pabllo Vittar posou sem super produção em frente ao espelho
Créditos: Reprodução/Instagram
Pabllo Vittar posou sem super produção em frente ao espelho

O Brasil é um país em que a cada 19 horas uma pessoa LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, trans e travestis) morre e que mais mata travestis e trans em todo o mundo. Um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade que levanta dados sobre assassinatos da população LGBT no Brasil há 38 anos, registrou 445 homicídios desse tipo em 2017. O número aumentou 30% em relação ao ano anterior, que teve 343 casos.

As vítimas são, em maioria, homens gays negros e pardos, entre 18 e 30 anos. As denúncias que chegam pelo Disque 100 são encaminhadas a órgãos como centros de referência de combate à homofobia, a Defensoria Pública e o Ministério Público.

Confira mais informações abaixo: