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Ex-Twister desabafa sobre vício em drogas e lamenta: ‘Lesões cerebrais’

Sander Mecca ainda contou como tem se mantido longe das drogas e todo o processo de tratamento para a dependência química

Por: Redação

Sander Mecca, ex-Twister, desabafou sobre sua luta contra o vício em drogas e lamentou as sequelas deixadas pelo uso dos entorpecentes, durante entrevista ao podcast de Rafinha Bastos. O cantor saiu de sua quarta internação numa clínica de reabilitação recentemente.

Crédito: Reprodução/Youtube @rafinhabastosEx-Twister desabafa sobre vício em drogas e lamenta: ‘Lesões cerebrais’

“Estou limpo há 70 dias e muito feliz em estar sóbrio. A última internação que eu tive, agora recente, me internei por 45 dias. O que mais tem me ajudando a me manter limpo é que eu vou todos os dias em reuniões de dependentes químicos. Minha doença não tem cura, eu tenho que aceitar. Então, evito lugares e situações de riscos”, contou em entrevista ao podcast de Rafinha Bastos.

O ex-Twister falou também sobre as sequelas que o uso de drogas trouxeram ao seu organismo. “A minha saúde está melhor, porém, eu descobri uma leucoplasia na voz. Meu otorrino (médico) falou que se eu não parasse de usar drogas eu ia ficar com câncer na laringe. Meu estômago é um queijo suíço, meu pulmão, um pouquinho… Tenho lesões cerebrais, que eu não estou precisando mais de remédios para evitar convulsões. Virei convulsivo”, contou.

Ainda durante a entrevista para Rafinha Bastos, Sander relembrou quando foi preso, aos 19 anos, por portar grande quantidade de drogas. “Fui condenado como traficante, com quatro anos e meio de prisão”, lembrou ele, que ficou dois anos preso. “Me viciei em cocaína na cadeia”, revelou o ex-Twister.

Conheça os sinais da dependência química e como buscar ajuda

A dependência química é um quadro muito complexo, difícil de diagnosticar.

Por exemplo, você consideraria aquela cervejinha após o trabalho um problema? Talvez não, mas beber socialmente três vezes por semana já é considerado um problema.

homem fumando cigarro e bebendo cerveja
Crédito: IStock/@Moyo StudioA cervejinha e o cigarro para relaxar podem ser sinais de dependência

Mas calma… o ideal é ficar atento aos sinais excessivos ao uso de “muletas” para relaxar, como:

  • Perda do interesse em tarefas comuns do dia a dia;
  • Mudanças de comportamento com familiares e cônjuge (explosões de raiva, hostilidade e perda de interesse nas relações comuns);
  • Falta de cumprimento e responsabilidades básicas;
  • Irritação frequente com colegas e com a rotina;
  • Apresentar comportamento paranoico;
  • No aspecto físico, podem acontecer vômitos, dores abdominais, gastrite, aumento do fígado e diarreia;
  • Confusões mentais e perturbações causadas pela perda das funções hepáticas, com aumento dos esquecimentos e do número de acidentes cotidianos

Tratamento

A dependência química tem caráter crônico, incurável e progressivo. Por isso, o indivíduo necessita de tratamento constante, independente de estar fazendo o uso ou não da droga.

Para isso é importante contar com o atendimento de especialistas como psicólogos e psiquiatras. Esse apoio deve se estender também aos familiares, já que a dependência química não afeta apenas o próprio dependente, mas também todo o seu entorno.

Os parentes e amigos precisam receber orientações sobre como lidar com o dependente e como se estruturar emocionalmente para essa tarefa.

um mulher abraça outra em roda de conversa sobre dependência química
Crédito: IStock/@FatCameraApoio familiar é indispensável no tratamento da dependência química

Se você é ou conhece alguém que apresenta sintomas de uso excessivo de álcool ou outras substâncias químicas, não tenha medo de procurar um psicólogo. Ele é a pessoa mais indicada para ajudá-lo a entender o seu quadro.

No caso do tratamento, o papel do psicólogo é essencialmente ajudá-lo a reencontrar fontes de prazer que não dependam das substâncias químicas. Saiba mais sobre dependência química e como buscar ajuda, aqui.

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