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5 filmes sensíveis que trazem reflexões sobre a vida de pessoas com autismo

Obras abrem o diálogo e ajudam a normalizar o O Transtorno do Espectro Autista

Por: Redação

A vida e o comportamento humanos são muito mais complexos e repletos de emoções do que qualquer sistema de diagnóstico psiquiátrico ou lista de verificação de sintomas jamais serão capazes de retratar com exatidão. Este também é o caso das pessoas com autismo.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem. No entanto, o autismo apresenta características diferentes de pessoa para pessoa, com diferentes graus de manifestação.

Autismo: o transtorno que afeta 70 milhões de pessoas

Embora os filmes não sejam representações perfeitas da realidade, eles costumam apresentar temas de maneiras compreensíveis, enriquecedoras, desafiadoras e instigantes. Por isso, o convidamos a explorar o  autismo por meio de obras que aumentam a conscientização, abrem o diálogo, apresentam complexidade, divertem e normalizam experiências.

Confira a lista:

Rain Man (1998) – Apple Play

A interpretação de Raymond Babbitt por Dustin Hoffman em “Rain Man” de 1988, estrelando ao lado de Tom Cruise, foi a atuação que realmente deu início à busca por autenticidade na representação de personagens com TEA.

Crédito: ReproduçãoTom Crise e Dustin Hoffman em um dos filmes mais famosos sobre autismo

O filme ganhou os Oscars de Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Diretor, bem como uma série de outros prêmios da indústria cinematográfica e Hoffman ganhou o Oscar de Melhor Ator.

Para atingir esse nível de precisão, tanto Hoffman quanto o roteirista, Barry Morrow, passaram um tempo com o homem em que Babbitt foi baseado: Kim Peek. Muitas das habilidades aparentemente extraordinárias de Babbitt foram tiradas de talentos genuínos que Peek exibiu. Hoffman também imitou o andar um tanto incomum de Peek e uma série de seus maneirismos, a fim de fornecer um retrato preciso do personagem.

Embora sua representação fosse verdadeira para Peek, o filme foi tão popular que teve alguns efeitos colaterais indesejados para os autistas: muitos espectadores passaram a acreditar que todas as pessoas com autismo eram como o personagem.

No entanto, o filme ajudou a humanizar as pessoas com TEA e seu sucesso comercial e de crítica pavimentou o caminho para outros filmes com personagens autistas.

Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador (1993) – Claro Vídeo e Apple Play

O jovem Leonardo DiCaprio recebeu sua primeira indicação ao Oscar por sua interpretação de um irmão mais novo de Johnny Depp neste drama familiar.
Leonardo DiCaprio recebeu a primeira indicação ao Oscar pelo papel do adolescente autista

Para se preparar para o papel, DiCaprio visitou uma casa de repouso e observou vários adolescentes com TEA e outras deficiências de desenvolvimento. Ele desenvolveu sua atuação a partir dessas observações, incorporando tiques e tendências familiares a muitas famílias de crianças com ASD.

O filme também foi aplaudido por retratar os desafios para famílias de crianças com TEA. A frustração e a raiva mostradas pelo personagem de Depp, empurrado para a posição indesejável de cuidar de um irmão que deveria ter idade suficiente para cuidar de si mesmo, também são familiares para muitas famílias na comunidade do autismo.

Float (2019) Disney +

O curta de animação “Float” é centrado em um pai que descobre que seu filho é diferente das outras crianças da maneira mais incomum: ele flutua. Para mantê-los protegidos e longe do julgamento das pessoas, ele  esconde a habilidade da criança e o mantém fora de vista. No entanto, quando esse dom se torna público, o pai precisa decidir se irá fugir e se esconder ou aceitar seu filho como ele é.

Crédito: ReproduçãoO curta de animação faz uma metáfora sobre o autismo de forma sensível e extremamente comovente

Bobby Alcid Rubio, diretor do curta, escreveu o roteiro baseado em seu relacionamento real com seu filho Alex, que foi diagnosticado com autismo aos dois anos. O desafio de criá-lo inspirou o curta que, em apenas seis minutos, apresenta uma metáfora poderosa para o autismo com o alento sobre abraçar as diferenças em uma sociedade que implacavelmente exige conformidade.

I am Sam – A Força do Amor (2001) – Apple Play

‘I am Sam’ é um drama de cortar o coração dirigido por Jessie Nelson e estrelado por Sean Penn.O filme se concentra no personagem-título Sam (Penn), um homem adulto com autismo que está lutando para criar sua filha Lucy (Dakota Fanning) sozinho.

Quando a menina completa 7 anos, uma assistente social resolve levá-la para um orfanato alegando que Sam não tem condições de criar a filha, pois a idade intelectual de Lucy está começando a ultrapassar a de seu pai.

Crédito: ReproduçãoSean Penn ganhou o Oscar de Melhor Ator pelo papel de Sam

Ele procura então uma advogada e conhece Rita (Michelle Pfeiffer), que inicialmente se recusa a ajudá-lo, porque Sam não tem dinheiro para pagar seus honorários, mas depois acaba aceitando o caso sem cobrar, para mostrar aos colegas de profissão que tem compaixão.

Ao retratar a luta de Sam para manter a custódia de sua filha, o filme explora a questão nem sempre discutida sobre pais que estão no espectro do autismo.

Para se preparar para o papel de pai solteiro no espectro que vive com deficiência intelectual, Penn visitou o L.A. GOAL, uma escola de educação especial que apoia pessoas com deficiência de desenvolvimento. Lá, o ator do método foi capaz de notar as complexidades e maneirismos que lhe permitiriam retratar seu personagem com autenticidade, o que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator pelo personagem.

Extremamente Alto & Incrivelmente Perto (2011) – HBO Max, Now

O filme do diretor Stephen Daldry, conta a história de um menino de 11 anos, Oskar Schell, interpretado pelo talentoso Thomas Horn. Seu pai (Tom Hanks), morreu em uma das torres no fatídico 11 de setembro e, o menino, que é austista, tenta entender essa perda.

Crédito: ReproduçãoThomas Horn dá vida à Oskar Schell, um menino autista que lida com a perda do pai

Através de vários flashbacks, Oskar e seu pai Thomas aparecem compartilhando um relacionamento excepcionalmente próximo, com o o homem inventando todos os tipos de jogos e propostas intelectualmente desafiadoras que o menino aceitava alegremente.

Já o relacionamento com sua mãe (Sandra Bullock), é bastante distante e os dois enfrentam desafios para se aproximarem e ainda superarem a perda de Thomas, cuja memória é preservada por uma série de seis mensagens telefônicas deixadas por ele no dia de sua morte.

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