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Taís Araújo rebate fala racista de Xuxa: ‘Ser preta não é mole’

A apresentadora foi questionada como ela gostaria de vir numa outra vida e deu uma resposta considerada racista

Por: Redação
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Uma entrevista de Xuxa Meneghel, realizada por Taís Araújo no programa da GNT, “Superbonita“, começou a viralizar neste último domingo, 18, pelo fato da apresentadora ter dito uma fala racista. “Queria vir com a sua cor”, disparou a Rainha dos Baixinhos.

Taís Araújo rebate fala racista de Xuxa: 'Ser preta não é mole'
Crédito: Reprodução/TwitterTaís Araújo rebate fala racista de Xuxa: ‘Ser preta não é mole’

“Taís, eu gostaria de vir com a sua cor, seu cabelo, sua pele”, declarou Xuxa ao ser questionada como gostaria de vir em outra vida. Taís, então, fez uma interrupção: “Ser preta não é mole não. Depois te conto o que é vir preta nesse país e nesse mundo”.

“Eu ia me amar muito, ia me olhar no espelho toda hora”, falou Xuxa. “Eu também me amo, mas o problema não sou eu. É o mundo lá fora”, argumentou Taís. “Quando eu olho as pessoas com a cor da sua pele, o seu cabelo… Eu tenho pouco cabelo. Tenho uma pele que queria muito que fosse dourada, morena, negra. Se pudesse escolher, queria vir assim”, insistiu em seu posicionamento Xuxa.

Pelas redes sociais, principalmente no Twitter, a apresentadora recebeu diversas críticas pela fala considerada racista. “Cada vez sinto mais vergonha de ter crescido fã da Xuxa”, lamentou um fã.

Confira

Como denunciar racismo

É fundamental que a pessoa que cometa racismo seja denunciado, já que racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89. Muitas vezes não sabemos o que fazer diante de uma situação como essa, nem como denunciar, e o caso acaba passando batido.

Para começar, é preciso entender que a legislação define como crime a discriminação pela raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo punição de 1 a 5 anos de prisão e multa aos infratores.

A denúncia pode ser feita tanto pela internet, quanto em delegacias comuns e nas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro. Veja mais aqui.

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