Créditos:

Leigh Ladare

Depois de um ano e meio sem ver a mãe, o fotógrafo Leigh Ladare foi visitá-la para o Natal. Ela sabia que ele viria e abriu a porta pelada. Em sua cama descansava um homem nu, da mesma idade do fotógrafo, que o cumprimentou e voltou a dormir.

Ladare entendeu o recado. Se a sua relação com a mãe nunca foi das melhores, era o momento de aceitá-la como era ou desistir da convivência. E ele decidiu explorar a relação pelo viés mais inesperado.

Créditos:

Leigh Ladare

Assim teve início a série Pretend You’re Actually Alive (Finja que está vivo, tradução livre), na qual Ladare fotografa a vida sexual da própria mãe aos 50 anos de idade.

Créditos:

Leigh Ladare

Nas fotos, Tina Peterson, a mãe,  aparece nua, em trajes sensuais, transando com diferentes homens - todos mais jovens - e se masturbando. Ela foi bailarina durante a juventude e também trabalhou como modelo. Depois do fim do casamento com dois filhos, tornou-se dançarina exótica.

Créditos:

Leigh Ladare

Sentimentos e relação

Segundo o fotógrafo, explorar a sexualidade da mãe é uma maneira de contrapor e refutar o comportamento que esperava-se dela como mãe, filha e mulher da sua idade. A relação entre os dois tornou-se aberta e íntima depois das fotos.

Ladare lembra que sua mãe teve papel crucial nas fotos, pois ela é exibicionista e tem total controle do corpo. O fotógrafo confessou que durante as fotos diferentes sentimentos foram enfrentados: desconforto, absurdo e até diversão.

O trabalho, que demorou oito anos para ser concluído, virou livro e agora está aberto ao público no Photographer’s Gallery, em Londres, parte da exposição Home Truths: Photography, Motherhood and Identify.

Com informações do The Guardian e Folha.