Estar em um ambiente estranho com rostos desconhecidos interagindo com você. Das telas ao redor saem perguntas e olhares que, cruzados e misturados, formam uma conversa incômoda para alguns e divertida para outros. Não se trata de um trecho do romance Fahrenheit 451, de Ray Bradbury, mas sim da Egomáquina, a vídeo-instalação que se encontra na estação República do Metrô.

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A intenção é criar uma interação social incômoda e reveladora

Mistura de dramaturgia, videogame e artes visuais, a instalação é um simulador de consciência coletiva feito de telas de TV. Os rostos eletrônicos que saem de cada uma delas fazem provocações e questionamentos para as pessoas que se atrevem a encerá-los, criando uma interação social não programada, perturbadora e reveladora de muitas maneiras.

Embora difícil de ser explicado, o sistema funciona de forma pré-programada, com um banco de dados com 1500 perguntas que mudam de acordo com as respostas dos participantes, formando um total de 22 mil combinações diferentes.

Realização da Funarte e inspirada o texto “Os Incomodados” de Fernando Bonassi, a Egomáquina fica até o dia 18 na estação República, de segunda a sábado, das 11h às 19h. A interação é gratuita.