Visando essa compreesão, o III Simpósio Internacional de Arte Contemporânea pretende analisar fatos históricos que influenciaram na construção do que, hoje,  entende-se como arte contemporânea.Temas como a importância do intercâmbio, entre instituições e entre países, além do incentivo dos centros acadêmicos, como universidades e laboratórios de mídia.

divulgaçãoProjeto do artista

Créditos: Projeto do artista

Projeto do artista Pep Dardanyà

Com o propósito de responder a perguntas como a criação de estratégias para sobrevivência da arte nos tempos atuais e a realização dela, diante do cenário econômico atual, a possibilidade de uma criação livre.

O III Simpósio Internacional de Arte Contemporânea começa no próximo domingo, 25, com a participação do Secretário de Estado da Cultura, João Sayad, Lucia Santaella, pesquisadora e teórica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e o diretor da Pinacoteca de São Paulo.

15h30 às 16 horas | Abertura

Arnaldo Bianchi (Secretário de Estado Adjunto), Daniela Bousso (Diretora Executiva Paço das Artes / MIS) e Priscila Arantes (Diretora Técnica do Paço das Artes).

16 horas às 17h30 | Re-configurações no sistema da arte contemporânea.

Está previsto o desenvolvimento de uma análise dos principais fatos sócio-políticos econômicos nas duas últimas décadas (1989-2009), para a contextualização da experiência artística. Esta primeira mesa volta-se também a uma revisão da história da arte nas últimas duas décadas, onde será desenvolvida uma análise que observa o sistema da arte desde o “boom” do mercado nos anos 1980 até os dias de hoje, abordando a crítica ao hedonismo Pós-Moderno, o início dos anos 1990 e a emergência das práticas relacionais colaborativas na arte.

Convidados: Rosalind Krauss (Teórica, professora Universidade Columbia, NY) 
Mediação: Márcio Seligmann-Silva (professor e teórico) 
Debatedor: Daniela Bousso (Curadora e Diretora Executiva do Paço das Artes) e Priscila Arantes (Curadora e Diretora Técnica do Paço das Artes)

17h30 | Coquetel de abertura do simpósio

10 horas às 11 horas

Espaços, intercâmbios e cooperação no âmbito da arte. 
Quais os novos espaços que a arte contemporânea vem designando para a sua manifestação hoje? Criação de redes, relações com a universidade, mídia-labs, residências. Quais os modos e processos de produção e institucionalização na arte? A arte altera os formatos existentes no sistema da arte ou é o sistema da arte que altera os formatos artísticos?

Convidados: James Wallbank (Access-Space, Sheffield), Pep Dardanyà (Can Xalant, Espanha)
Cases: Temporada na temporada (Roberto Winter e Luiza Proença), Ocupação (Patrícia Canetti), com 10 minutos de relato
Mediação: Giselle Beiguelman (artista, professora PUC-SP)
Debatedor: Marcos Moraes (FAAP)

12h15 às 14 horas | Almoço

14 horas às 15 horas | Comunicações

15 horas às 15h30 | Coffebreak

Mesa I - 15h30 às 17 horas |

Estratégias para tempos de crise: economia criativa
. A crescente expansão das linguagens na arte levou a importantes intersecções entre diferentes setores da produção artística e da própria sociedade: mercado, design, indústria e turismo são algumas das áreas que confluem com as artes em busca de um traçado possível à sua sobrevivência e sustentabilidade. No entanto, este traçado ganha mais força a partir de planejamento político econômico desde o traçado urbanístico de uma determinada cidade.

De outro lado, na ausência da inserção da arte em uma política pública de economia criativa, quais as estratégias que os artistas têm encontrado para a sua sobrevivência? Quais as micropolíticas que podem gerar continuidade e sustentabilidade em tempos de crise? E quanto aos espaços culturais? Quais ações podem ser engendradas para uma atuação forte e que constitua a ideia de economia criativa?

Convidados: Mike Stubbs (Fact, Liverpool), Roberto Gómez de la Iglesia (Projeto Disonancias e Grupo Xabide, Espanha)
Mediação: Marcelo Araujo (Diretor da Pinacoteca do Estado de SP)

Mesa II - 15h30 às 17 horas |

Imagem, arte e poder 
“A imagem é uma ressonância que surge na confluência de muitas instâncias, nas quais nosso espírito e visão constroem espaços. Partindo do princípio de que pensar é também produzir espaços...” (José Damasceno, artista visual). Se levarmos em conta a força e a preponderância das imagens da mídia e como as mesmas atuam em nosso imaginário, a investigação aqui trata de uma tentativa de se verificar se e de que maneira as imagens artísticas podem constituir um imaginário crítico, que possa fazer frente às possíveis contaminações das imagens de guerra, do terrorismo, das imagens políticas e das imagens do poder presentes no nosso dia a dia via imprensa, televisão, Internet... e porque não a rádio?

Se as imagens artísticas possuem força poética e também ressoam no nosso imaginário, que espaços elas poderiam criar para fazer frente ao imaginário midiático? Ou prevaleceria, ainda, a idéia de autonomia da arte, isentando as imagens artísticas atuais de fazerem frente ao imaginário midiático?

Convidados: Paulo Viveiros (Portugal) e Tadeu Chiarelli (ECA-USP)
Mediação: Dora Mourão (ECA-USP)

Mesa I - 17h45 às 18h15 |

Debates 
Debatedores: João Sayad (economista, Secretário da Cultura) e Patrícia Canetti (Canal Contemporâneo)

Mesa II - 17h45 às 18h15 | Debates

Debatedor: Miguel Chaia (PUC-SP)

10 horas às 11 horas |

Confluências: Arte, tecnologia, indústria, design
. A arte contemporânea situa-se na encruzilhada estratégica da ciência e da indústria. As recentes formulações científicas apontam para o comportamento dinâmico e auto-organizado da matéria, para sistemas complexos operando em desequilíbrio. A indústria - desde a fabricação de materiais básicos (como a siderurgia) até a produção de equipamentos eletrônicos e seus programas - vem aplicando esse conhecimento na elaboração de um amplo dispositivo técnico, embutido numa infinidade de produtos e seus "modos de usar".

Como a arte tem se posicionado frente a formatação dos materiais e a padronização dos usos impostas pela indústria? Em que medida a arte se capacita para afirmar, nas suas relações com a ciência e a indústria, seus próprios princípios e procedimentos?

Palestrantes: Nelson Brissac (PUC-SP, curador) e Yacine Ait Kaci (Electronic Shadows)

Mediação: Daniela Kutschat Hanns (artista, professora SENAC)

11 horas às 12 horas | Debates

Debatedor: Cícero Inácio Silva (professor/pesquisador tecnologias digitais Univ. San Diego, CA)

12 horas às 14 horas | Almoço

Mesa III – 14 horas às 15h30 | Redes sociais, arquivo e acesso. 
O advento da Internet potencializou as formas de relacionamento e diálogo entre grupos de artistas e pensadores.

Uma rede de agenciamentos que hoje é constituída por afinidades ou ao redor de causas comuns também tem orientado estratégias entre artistas e instituições, para o desenvolvimento de práticas colaborativas que também envolvem a prática da educação.

Nesta direção, o exercício de se pensar os arquivos vem também sendo potencializado, de forma a se ampliar o acesso à informação e conhecimento.

De que forma a arte tem se apropriado deste conhecimento? De que maneira este conhecimento tem beneficiado a sociedade?

Como as instituições lidam com a noção de arquivo, colecionismo e práticas colaborativas? De que maneira a formação de redes sociais atuam no desenvolvimento da arte?

Quais os problemas que as redes encontram atualmente com a legitimação da publicidade intelectual?

Palestrantes: Rogério da Costa (PUC-SP) e Alberto Lopez Cuenca (pesquisador de redes sociais/autorais - Espanha)

Mediação: Felipe Fonseca (pesquisador de mídia independente e software livre)

Mesa IV – 14 horas às 15h30  |

Imagens contemporâneas e imagens da arte contemporânea
Levando em conta as imagens científicas, as imagens artísticas e o ato de projetar imagens, esta mesa visa o estudo sobre como se constituem as imagens da arte contemporânea.

De um lado, observa-se o desenvolvimento da imagem em movimento e a sua relação com o deslocamento do observador, ou receptor, gerando o que hoje se denomina de cinema expandido e os ambientes imersivos.

A multiplicação e diversidade da fabricação de imagens nos vários campos da cultura, em paralelo com a complexidade crescente tanto dos ambientes imersivos e da imagem em movimento no cinema expandido quanto das visualizações científicas vêm tornando problemática a especificidade estética das imagens da arte contemporânea.

Como se colocam as imagens da arte frente às imagens proliferantes com finalidades publicitárias e de entretenimento, de um lado, e frente às imagens complexas, voltadas para a sensorialidade imersiva e para a visualização do invisível, de outro lado?

Diante desse quadro, a defesa da especificidade estética das imagens da arte é ainda possível?

Palestrantes: Lucia Santaella (pesquisadora e teórica PUC-SP) e André Parente (artista, pesquisador UFRJ)
Mediação: Gilbertto Prado (artista, professor ECA-USP).

Mesa III – 15h30 às 16h30 | Debates
Debatedor: Eugenio Valdes Figueroa (Casa Daros, RJ)

Mesa IV – 15h30 às 16h30 | Debates
Debatedor: Lucas Bambozzi (artista, curador)

16h30 às 17h15 | Coffee break

17h15 às 17h45 | Comunicações

17h45 às 18h15 | Debates das comunicações

18h15 às 19 horas | Encerramento com a comissão de diretrizes conceituais do Simpósio
Ana Tomé, Ângela Santos, Daniela Bousso, Fernando Oliva, Márcia Ribeiro, Martin Grossmann, Nelson Brissac e Priscila Arantes.

III Simpósio de Arte

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