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A ideia é instalar placas nos ônibus para informar sobre a lei

Você sabia que existe uma lei em São Paulo desde 2016 que garante o direito de mulheres e idosos descerem fora do ponto de ônibus depois das 22h? Mas, na prática, essa determinação não funciona como deveria.

Dados de uma pesquisa com 140 mulheres, realizada pela Rede Feminista de Juristas, em parceria com a Minha Sampa e o coletivo Cidadelas, mostraram que 43% das mulheres que já tentaram não conseguiram o desembarque fora do ponto e que em 54% dos casos o motorista não parou, porque não sabia da existência da lei.

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Pensando nisso, as organizações se uniram na campanha SP para Mulheres, cujo principal objetivo é contribuir para a construção de uma cidade que leve em conta as perspectivas e vivências das mulheres. O primeiro desafio da mobilização é pressionar a SPTrans pela instalação de placas no interior dos ônibus informando sobre a existência da lei.

"A pesquisa mostrou que muitas mulheres sentem medo da reação dos motoristas e dos demais usuários porque a lei é pouco divulgada", explica a estudante de direito Amanda Vitorino, voluntária da Rede Feminista de Juristas. Para fazer parte da ação, basta acessar o site e enviar um e-mail para os diretores da SPTrans.

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Campanha quer construir uma cidade que ouça as demandas das mulheres

"A SPTrans tem o dever de resolver esse problema. E nós, de cobrar para isso aconteça. A mobilização e pressão da população tem um potencial muito grande nesses casos", afirma a jornalista Karolina Bergamo, coordenadora da Minha Sampa.

Assista ao vídeo da campanha:

Descer fora do ponto de ônibus à noite é um direito das mulheres! #PlacaNoBusãoJá

Você sabia que mulheres e idosos podem descer fora do ponto de ônibus depois das 22h? Longe de ser cortesia, o direito ao desembarque em outros locais é uma lei municipal que existe desde 2016, mas ainda não funciona devidamente. Uma pesquisa realizada pela Rede Feminista de Juristas mostrou que 43% das mulheres que já tentaram não conseguiram o desembarque fora do ponto e que em 54% dos casos o motorista não parou, porque não sabia da existência da lei.A SPTrans tem o dever de resolver esse problema. E nós, de cobrar para isso aconteça. Entre agora no site e pressione a companhia pela instalação de placas dentro dos ônibus que informem sobre a existência desta lei: http://bit.ly/spparamulheresPrecisamos começar a tornar SP uma cidade mais segura para as mulheres. E a pressão na SPTrans pela instalação das placas nos ônibus é o primeiro passo!

Posted by Minha Sampa on Monday, May 14, 2018

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