Faltam pouco mais de 100 dias para o início da Copa do Mundo, mas parece que os olhos do mundo já começam, aos poucos, a se voltar para a Rússia. A prova disso está em polêmicas relacionadas ao Mundial que começam a circular na internet. E uma delas "tomou conta do mundo".

A maioria absoluta dos portais de notícias (inclusive do Brasil) tem publicado uma informação que aponta que o Comitê Organizador da Copa do Mundo liberou o consumo de drogas como maconha, cocaína e heroína "para uso medicinal" em estádios durante o Mundial.

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Tudo começou com uma reportagem do jornal russo Izvestia, que apontou para uma brecha na legislação que permitiria que torcedores levassem medicamentos para estádios. O título da matéria é (traduzida automaticamente) "Nos jogos da Copa do Mundo 2018 permitiriam levar medicamentos sob receita médica. Leia o trecho da matéria (traduzida automaticamente).

Créditos: Divulgação/FIFA

Ao contrário do que divulgou mundo afora, NÃO, maconha e cocaína não estarão liberados para consumo na Copa do Mundo da Rússia

"Os fãs podem ir ao mundial com drogas narcóticas e psicotrópicas, se tiverem uma receita do médico. Conforme no comitê organizador da Copa do Mundo, avaliar a autenticidade será responsabilidade dos oficiais da força de segurança. Os estrangeiros tem o direito de importar para a Rússia várias centenas de drogas, incluindo as que estão completamente banidas no país - o procedimento é regulamentado em todo o território da União Econômica Eurasiática (EAEC). Você pode até vir com maconha e cocaína, se o seu uso para fins medicinais for confirmado". 

Um dia após a publicação no Izvestia, outra publicação russa, o Moscow Times, publicou, em  inglês, uma nota referente à matéria original. E com um título pra lá de chamativo, conseguiu o que queria: atrair atenção de todo o mundo com a famigerada manchete: "Torcedores poderão levar maconha medicinal para a Copa do Mundo da Rússia".

Com a publicação divulgada pelo tabloide russo, logo o boato ganhou repercussão internacional nas  páginas de uma conceituada revista de notícias semanais norte-americana, a Newsweek - que não só propagou a falsa notícia como aumentou a polêmica, incluindo outras duas substâncias ilícitas: cocaína e heroína (esta, inclusive, considerada uma epidemia no país sede da Copa).

Aos fatos: 

Mas como uma história tão absurda ganhou repercussão em todo o mundo, ainda mais com a contribuição de grandes veículos de comunicação internacionais? Para descobrir, o site Boatos. org te ajuda a entender o mal entendido. Confira a matéria na íntegra.