Segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial, as chances de haver igualdade de gênero no mercado de trabalho, caso um dia aconteça, só poderá ser testemunhada em 2095.

Para além das previsões futuras, os dias atuais perpetuam o cenário de opressão vivido pelas mulheres brasileiras, a exemplo do projeto de lei 5069/13, de autoria do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tem como objetivo dificultar os tramites do aborto com punições e outras medidas restritivas.

Tudo isso conspirou para o surgimento da campanha #AgoraÉQueSãoElas, idealizada pela professora Manoela Miklos, cuja ideia consiste basicamente em: homens que possuem espaço na mídia serão convidados a ficarem como espectadores nesta semana, ao invés de escreverem e publicarem textos sobre os direitos das mulheres e questões de gênero. A exemplo dos jornalistas Leonardo Sakamoto, que abriu espaço a Jules de Faria e Louise Bello, do site Think Olga; Camila Kfouri que escreveu no blog do pai, Juca ou Gregório Duvivier que convidou a professora Manoela Miklos.

Crédito: Mídia Ninja

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Manifestação ocorrida em São Paulo contra projeto de lei apresentado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB -RJ)

A campanha ainda contará com as participações de Bruno Torturra, Ronaldo Lemos, Marcelo Paiva, João Paulo Cuenca, José Eduardo Agualusa, Marcus Faustini, Fred Coelho, Antonio Prata, Marcelo Freixo, Jean Wyllys, Renan Quinalha, Jorge Bastos Moreno, Alexandre Porto Vidal, Douglas Belchior e outros nomes.