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A Veja divulgou reportagem sobre a prisão de Marcelo Crivella, informando que ele, com homens armados, tentou desalojar, com ameaças, um homem e a família dele de um terreno da Igreja Universal.
O candidato reconhece a Crivella ação. Nega, porém, que tenha feito ameaças. Jura que não houve prisão, mas ida à delegacia para identificação. Seria um ato, diz, para constrangê-lo. Segundo a revista, o inquérito ficou desaparecido por 25 anos.
Segundo a Veja, Crivella passou o dia na prisão e só saiu com o compromisso de voltar no dia seguinte. O inquérito policial estava guardado há 25 anos, mas não estava em um arquivo público, mas na casa do senador. A revista diz que ele só decidiu mostrar o inquérito depois de ser confrontado com as fotos. A investigação policial tem 117 páginas.
Os fatos narrados no inquérito aconteceram em uma rua do bairro de Laranjeiras, onde existia um terreno comprado pela Igreja Universal do Reino de Deus para a construção de um templo. Na época, Crivella era um engenheiro que construía os templos da Universal. Ele teria ido até o local e a confusão começou.
A revista Veja traz as diferentes versões contadas à polícia. O vigia, Nilton Linhares, que morreu em 2001, reivindicava a posse do terreno. No inquérito, o advogado dele diz que Crivella foi até o local com seus comandados, chegou arrombando o portão com um pé de cabra e seguranças armados de revólveres, inclusive ameaçando toda a família do segurança, esposa e duas filhas. Segundo a revista, foi então que a polícia teria sido chamada.
Na reportagem, o candidato confirma que foi até o local e diz: "Estava revoltado, acordei de manhã, peguei os caminhões que a gente tinha e fui pra lá. Arrebentei aquela cerca, entrei lá dentro, comecei a tirar as coisas dos caras e botei em cima do caminhão. Mas não toquei nas pessoas. Tinha uns 10 homens comigo".