Créditos: mediaphotos/Isotck

Crônica é acusada de naturalizar o assédio no trabalho

Uma coluna publicada pelo jornalista Guilherme Goulart nesta segunda-feira, 11, no "Correio Braziliense" gerou controvérsias e críticas por conta de seu conteúdo machista que naturaliza o assédio no trabalho.

O texto, intitulado "Crônica da Cidade: o primeiro dia de trabalho de Melissinha", conta como a estudante "Melissinha" havia começado na redação do tradicional diário de Brasília e chamado a atenção pelo "decotinho perverso", pelas "coxas de fora" e pelo "balançar dos quadris, para lá e para cá".

A página do Facebook "Jornalistas contra o assédio" escreveu sobre o texto. "Não vamos compartilhar um único trecho deste texto porque ele todo fala por si. Fala pelo que a mulher ainda enfrenta dentro de uma redação. Fala pelo machismo que objetifica, reduz e faz adoecer. Fala por tudo aquilo que mostra que, sim, ainda há muito a ser feito e não, não vamos nos calar".

Após as críticas, a crônica acabou sendo retirado do ar do site do jornal, mas os protestos continuaram, o que levou o jornalista Guilherme Goulart a pedir desculpas pelo texto nesta terça-feira, 12. Ele publicou um pedido de "sinceras desculpas" intitulado "Crônica da Cidade: Um erro sem perdão" e reconheceu ter constrangido sua mãe, suas avós, sua mulher, suas filhas e todas as mulheres.

No pedido de desculpas, ele alega que o artigo foi uma tentativa de mostrar algo que pode acontecer em diversos ambientes. "Nesse caso, especificamente, criei uma personagem para mostrar que o problema do assédio às mulheres continua sendo uma realidade apavorante e assustadora — e é por isso que o problema deve, sim, ser abordado, apesar de eu tê-lo feito de forma totalmente equivocada", escreveu em um pedido de mea culpa.

Confira o pedido de desculpa do jornalista na íntegra

Créditos: Reprodução/Jornalistas contra Assédio

Crônica gerou uma onda de protestos por causa de seu conteúdo machista

  • Leia mais:

10 motivos para lutar contra machismo e desigualdade de gênero