Com reputação internacional de país do acolhimento e da hospitalidade, o Brasil não é tão solidário assim quando o assunto é doação de sangue a seus compatriotas.

Dados da ONU divulgados em 2015 revelam que o país doa proporcionalmente menos que os vizinhos latino-americanos. O estudo mostra que, no país, 59% dos doadores são voluntários (aqueles que doam com frequência sem se importar com quem vai receber o sangue), proporção inferior à de Cuba (100% voluntários), Colômbia (84%) e Costa Rica (65%).

Segundo o estudo, somente 1,8% da população brasileira entre 16 e 69 anos doa sangue. Para a ONU, o que seria considerado "ideal" é uma taxa entre 3% a 5%, caso de países como Japão e Estados Unidos.

Créditos: iStock / takasuu

1,8% da população brasileira doa sangue

Tecnologia e solidariedade

Muitos fatores no Brasil ainda emperram o aumento do número de doadores, como a restrição de doação pela população LGBT. Outra razão é relacionada à falta de conscientização e mesmo à falta de incentivo à adesão de novos doadores.

Nesse sentido, algumas iniciativas tecnológicas estão trabalhando para trazer vantagens aos doadores de sangue, buscando a inovação como método para penetrar a importância da causa na sociedade.

Uma delas é o Hemotify, uma plataforma gratuita que conecta possíveis doadores de sangue aos hemocentros, por meio de notificações via redes sociais. Utilizando o site, essas instituições selecionam para quais grupos sanguíneos precisam enviar notificação para pedir ajuda.

A proposta é uma forma de tentar manter constante a frequência de doações, visto que existem períodos onde existe pouco recebimento de sangue, como nos dias de grandes feriados. Atualmente, mais de 1400 doadores estão cadastrados na plataforma.

A Swipe Memories, por sua vez, criou neste ano uma campanha que bonifica com um filtro personalizado para Snapchat o doador que comprovadamente tenha doado sangue em 2017 ou vá fazê-lo até o final de março, no dia 31.

Na plataforma de customização, estão disponíveis mais de 100 modelos de filtros desenvolvidos principalmente por designers brasileiros, com artes diferenciadas e que refletem a cultura e o estilo dos usuários do Brasil. O cliente pode criar geofiltros para ocasiões especiais como festas de casamento, debutantes, comemorações especiais, entre outras.

Conhece outros projetos que usam a tecnologia para incentivar a doação de sangue? Envie sua sugestão nos comentários!

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