O consumo crescente de dispositivos eletro-eletrônicos gerou alguns questionamentos: o que fazer com tanto lixo eletrônico? Qual é o melhor local para jogar celulares, televisões, entre tantos outros produtos? Foi pensando nisso que o Instituto Sergio Motta, em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, criou o projeto E-lixo Maps (www.e-lixo.org). Com atuação primeiramente em São Paulo, a proposta é mapear para a população os locais de reciclagem dos resíduos sólidos eletro-eletrônicos.

Renata Motta, Diretora do ISM, explica que desde 2008 o Instituto começou a olhar com atenção para o problema crescente do lixo eletrônico na cidade. “Verificamos que há uma grande desestruturação de toda a cadeia de reciclagem desse tipo de resíduo e, um dos problemas para o cidadão era exatamente descobrir onde descartar corretamente o seu lixo.“

Para que a informação dos pontos de coleta pudesse ser visualizada de forma rápida e funcional, o mapeamento foi feito associando a plataforma do Google Maps com um Banco de Dados dos postos de coleta de “e-lixo” em São Paulo. “O Banco de Dados do projeto contém um conjunto inicial de postos de coleta e conta com o cadastramento contínuo de novos estabelecimentos. Buscamos chegar no interior de São Paulo e nas demais capitais, por isso a equipe do ISM pesquisa continuamente novos postos de coleta e os próprios estabelecimentos podem fazer o cadastro por meio do site.”

Renata explica que o momento é extremamente oportuno para levantar essa questão. “Após quase 20 anos de tramitação foi aprovada no Congresso Nacional a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regulamentará aspectos do descarte e reciclagem do lixo eletrônico. O relatório da UNEP/ONU divulgado em fevereiro deste ano, também apresentou uma dura crítica a posição brasileira em relação ao lixo eletrônico, apontando o país como o maior produtor per capita de resíduos eletrônicos entre os países emergentes, mas que não efetua uma ação de reciclagem de forma sustentável”.

O foco do projeto é a conscientização da importância de descartar seu e-lixo em locais apropriados. Outros pontos do projeto são oferecer um serviço de utilidade pública e debater questões como os perigos ambientais do descarte incorreto, o consumo e a rápida obsolescência desses equipamentos.

E o interesse do público pelo E-lixo Maps é crescente: “verificamos a visitação do site pelo Google Analytics. Desde o lançamento do projeto em março de 2010, há uma média de 300 visitantes/dia, com picos de até 1000 visitantes”, comemora Renata.

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