Altaf Qadri / AP

Créditos: Altaf Qadri / AP

Em um ano de atividade, metade dos alunos foram admitidos nas escolas do governo

Quando o jovem indiano Rajesh Kumar Sharma se viu obrigado a abandonar a faculdade devido a dificuldades financeiras, ele se prometeu que faria o possível para impedir que outras pessoas passassem pela mesma situação. Hoje, com 40 anos, ele comanda uma escola gratuita para crianças pobres em Nova Déli, na Índia, que funciona sob uma ponte do metrô.

Ao menos 30 crianças das favelas da cidade e de vilarejos vizinhos comparecem todos os dias úteis da semana para, por duas horas, tomarem as lições de Sharma e de Laxmi Chandra, pós-graduado em ciências que o ajuda com as aulas.

As aulas começam no nível básico e ajudam a preparar as crianças para a admissão nas escolas do governo. Quando Sharma começou, há um ano, ele tinha 140 alunos. Agora, 70 deles estão em escolas públicas do governo. Ele ainda permite que crianças tecnicamente jovens demais para serem admitidas se preparem na “sala” improvisada.

Educação em primeiro lugar

Altaf Qadri / AP

Créditos: Altaf Qadri / AP

A intenção é fazer as famílias perceberem que os estudos podem render mais do que o trabalho imediato

A parte mais difícil, conta o professor, foi convencer os trabalhadores e agricultores locais a permitir que seus filhos frequentassem a escola em vez de trabalhar para aumentar a renda familiar. Sua intenção oferecer a estas crianças as ferramentas necessárias para superar a pobreza.

O trabalho dos professores, contudo, não se limita à escola sob a ponte. Sharma e Chandra percorrem comunidades carentes de outras partes da cidade para darem pequenas aulas. A intenção é alcançar aqueles que se mudam com as famílias em busca de empregos temporários.

Para o professor, a grande meta atingida até o momento foi a mudança de atitude dos pais de seus alunos, que passaram a encorajar seus filhos a estudar.