Luciene Neves era uma jovem de 24 anos, moradora da periferia, fazia parte de um grupo cultural católico e usava a música para combater a violência, ajudando usuários de drogas e ex-presidiários. Na quarta-feira, ele foi uma das vítimas da chacina em São Paulo.

É mais uma das vítimas que já viraram apenas estatística, condenada a morrer em silêncio. Ela se presta como símbolo da guerra civil em que a cidade está metida.

 

Militante antiviolência é morta com três tiros em chacina em São Paulo

Da Folha de S. Paulo (texto de Talita  Bedinelli)

Luciene Neves, 24, integrante de um grupo de jovens católicos que atende vítimas da violência, foi morta na noite de anteontem a 73 metros de sua casa, no Jardim São Luís, zona sul da capital.

Por volta das 23h, durante o jogo Brasil e Argentina, uma moto com dois homens parou em frente ao bar do Buiú, onde 15 pessoas, incluindo Luciene, assistiam a um show sertanejo, tradicional às quartas-feiras.

Um dos homens pulou da moto, entrou no bar ainda de capacete e apontou a arma, disparando cerca de 30 vezes, afirmam testemunhas. Três tiros acertaram Luciene. Ela morreu no local, diante de primos e amigos.

Esta foi a 17ª chacina do ano na Grande São Paulo, a quarta desde sábado. Veja a notícia completa