Entre os mais de 6 milhões de candidatos que fizeram a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2016, apenas 77 tiraram a nota máxima de mil pontos na redação. Os dados foram divulgados no último dia 18 de janeiro pelo MEC (Ministério da Educação).

Os temas das redações foram pertinentes à realidade no Brasil: “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, nos dias 5 e 6 de novembro; e “Caminhos para combater o racismo no Brasil”, na segunda aplicação do exame, nos dias 3 e 4 de dezembro.

Bruno Henrique Batista Valcácer

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Entre os participantes que se destacaram na redação está o piauiense Bruno Henrique Batista Valcácer, de 17 anos. “Eu fiquei muito surpreso quando vi que tirei a nota mil, mas também muito feliz, pois me lembrei dos escritos que tinha feito ao longo do ano”, disse ao Catraca Livre.

Bruno confessou que não é muito fã da escrita, mas se esforçou para driblar as dificuldades. “Eu não tenho aptidão para leitura, nunca gostei, então comecei a procurar outras estratégias, como conhecimentos filosóficos, sociológicos e históricos. Procurei relacionar isso não de forma clichê, mas tentar explorar uma visão mais crítica no texto”, contou.

Foi a segunda vez que Bruno prestou o Enem, agora ele vai esperar as candidaturas pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) abrir e tentar uma vaga no curso de medicina.

Laryssa Cavalcanti

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Do Piauí vamos para Alagoas, onde mora a estudante Laryssa Cavalcanti, de 17 anos. Ela também conseguiu nota máxima no Enem 2016. De acordo com reportagem do G1 local, ela fez 82 textos para treinar a escrita. Pelo Facebook, ela comemora o resultado.

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“Nas últimas semanas da minha preparação selecionei várias redações sobre homofobia, racismo e outros temas com assuntos próximos. Realmente me surpreendi com o tema de intolerância religiosa, mas gostei bastante do resultado”, disse ao site. Também por meio do SiSU, ela pretende cursar direito na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Vinícius Alves

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Apesar de tirar mil na redação, Vinícius Alves, de 17 anos, gosta mesmo é dos números. Do Espírito Santo, ele sonha em ser engenheiro e estudou em escolas públicas. Vinícius se formou no curso técnico em mecânica no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

“Tem que sentar e estudar de verdade. Se tem um tempo livre, pode usar para investir nos estudos, assistindo as notícias ou a um bom filme. Normalmente as pessoas arranjam muitas desculpas e isso atrapalha muito” respondeu ele em entrevista ao G1 ES.

Antônio Pedro Marques Nóbrega

Tem nota mil no Distrito Federal também. Antônio Pedro Marques Nóbrega, de 18 anos, disse que “parece brincadeira” e não escondeu a felicidade nas redes sociais. “Muito obrigado a todo mundo que participou da conquista daquilo que eu valorizava”, postou no Facebook em comemoração.

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“No dia a dia, gosto de escrever histórias curtas e isso me ajuda muito, com certeza, assim como ler, pois a gente acaba coletando experiências de outras pessoas”, disse o jovem ao site Metrópoles.

Helário Neto

Estudante de escola pública há 261 quilômetros de Fortaleza, Ceará, Helário Neto já foi tricampeão na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e agora sabe que também se dá bem com as letras.

Com 17 anos e excelente resultado, ele se surpreendeu com a nota. “Superou total minhas expectativas. Não esperava um resultado significativo assim. Foi só alegria”, disse ele ao G1 CE. Até Camilo Santana, governador do estado, compartilhou o feito do rapaz em sua página oficinal no Facebook.

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