Foi lançada hoje uma nova plataforma gratuita de educação, resultado da parceria entre o YouTube e a Fundação Lemman, a YouTube Edu. O canal conta com vídeos educacionais organizados por disciplinas e é voltado para estudantes, professores e escolas.

Reprodução

Créditos: Reprodução

Página é organizada por categorias e subcategorias e tem navegabilidade semelhante a do YouTube

Neste primeiro momento, a plataforma oferece 8 mil vídeos de aulas, de 26 canais, com conteúdo de disciplinas do ensino médio, como Biologia, Física, Química, Matemática e Língua Portuguesa. A meta para 2014 é ter também conteúdo de todas as matérias do ensino médio, além de conteúdo de ensino fundamental e superior.

Jorge Paulo Lemman, fundador da Fundação Lemman, acredita na importância da tecnologia para a melhora da educação no Brasil. “Acredito que a educação vai passar por uma transformação enorme. O mundo digital é um fator crucial.”

Com o intuito de oferecer conteúdo de qualidade gratuitamente e de forma organizada, o canal teve um cuidadoso processo de curadoria, coordenado por Marcelo Knobel, professor de Física da Unicamp, e João Luís de Almeida, supervisor pedagógico em Tecnologia Educacional do Sistema de Ensino Poliedro.

Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, acredita que a curadoria foi “chave nesse processo”, e explica que o gosto pessoal não foi critério para a seleção de conteúdo, “O que importa pra gente é se aquilo que o professor está ensinando está correto.”

Incentivo à produção de conteúdo

Primeira iniciativa como esta fora dos EUA, a plataforma visa estimular a produção de conteúdo de qualidade e oferece espaço para professores que querem fazer parte. Para ter seus vídeos no YouTube Edu é necessário preencher o formulário disponível no site e passar pelo processo de curadoria. Uma vez que o professor é aprovado pelos curadores, seu conteúdo entra automaticamente na plataforma.

Professores que já estão no canal dão dicas para quem quer participar: “Interação é algo que motiva, que gera interesse dos alunos. Não tente na internet o que você faz na sala de aula, não funciona, fica entendiante”, sugere Cesar Medeiros, do site Vestibulandia. E completa: “Não criem aulas, criem cursos.”

Paulo Jubilut, do site Biologia Total, conta que pensou em abrir uma casa de sucos depois de ter sido demitido da escola onde dava aulas. Mas sua paixão falou mais alto e começou a produzir vídeos e postar no YouTube. Hoje é reconhecido na rua e recebe agradecimentos de estudantes que aprenderam com suas aulas. “O mais legal é ver como o meu trabalho está impactando a vida das pessoas.Talvez a gente esteja fazendo hoje o papel que a minha professora de Ciências fez na minha escolha de ser professor”, conta.

Assista ao vídeo de apresentação do projeto:

Natália Mendes