Luis Otávio Ribeiro, 21, e Diego Reeberg, 23, se conheceram no curso de Administração na Faculdade Getúlio Vargas (FGV). Movidos pelo desejo de empreender um negócio próprio, baseado em seus valores e crenças, criaram o primeiro site de financiamento colaborativo (crowdfounding) do Brasil.

Para desenvolver o modelo do Catarse a dupla teve como inspiração o site norte americano de crowdfounding KickStarter, que ficaram conhecendo pelo SpringWise, um outro site gringo que reúne idéias de negócios que estão sendo desenvolvidos no mundo e podem ser replicados ou adaptados.

divulgação

Créditos:

Equipes do Catarse e Multidão reunidas

Redes Sociais

Uma das primeiras iniciativas no sentido da concretização deste novo formato de site foi alimentar um blog. O Crowdfounding Brasil atraiu muita gente e criou uma comunidade de interesse em torno do tema. “Eu entrava em contato com qualquer um que twitasse a palavra ‘crowdfounding’”, lembra Diego Reeberg, na época responsável pelo gerenciamento do blog.

Outra ação dos jovens empresários para mobilizar seu público potencial foi criar uma comunidade no Google Groups , que depois passou para o Facebook, para discutir o tema. O grupo, que começou com dez pessoas, hoje tem mais de 400 participantes e dele saíram os primeiros projetos do Catarse.

Multidão

Um importante passo na criação do Catarse foi sua junção com o Multidão, uma plataforma semelhante que estava sendo desenvolvida na mesma época no Rio de Janeiro. Para isso entraram em contato com os irmãos Rodrigo Maia, 28, e Tiago Maia, 27, e definiram, além da parceria, a linha social da empresa, que continua sendo seguida até hoje.

Tem uma ideia?

Inscreva seu projeto

100 projetos

Agora, prestes a completar um ano de existência, o site bateu a marca dos 100 projetos bem sucedidos. Até agora a plataforma já arrecadou quase 1 milhão de reais para os projetos inscritos, num totall de 11 mil apoioscom 9 mil usuários únicos.

Novidades

Depois de abrir o código fonte do Catarse, permitindo que ele seja replicado ou modificado em qualquer parte do mundo, Luis e Diego planejam possibilitar que a seleção dos projetos inscritos passe a ser feita pelo público, por meio de uma votação no próprio site.