Austin Douglas é um dos bebês mais prematuros registrados na Grã-Bretanha. Ele nasceu em 31 de março- 18 semanas antes da hora – e desde então vem desafiando o prognóstico dos médicos, que diziam que ele tinha poucas chances de sobreviver, segundo informa o Daily Mail.

Créditos: reprodução: Daily Mail

 O era do tamanho da palma da mão de sua mãe e pesava cerca de 460 g

Após mais de 2 meses de cuidados intensivos em um hospital em Birmingham, na Inglaterra, o bebê está se recuperando bem e deve receber alta no próximo mês.

A mãe do bebê, Helen, 30, foi levada ao hospital com fortes dores abdominais e sangramento, lá os médicos constataram que ela estava com dilatação e não havia como postergar o nascimento.

O menino nasceu de apenas 22 semanas, era do tamanho da palma da mão de sua mãe, pesava cerca de 460 g e sua pele era tão fina que era possível ver seus órgãos.

"Foi-nos perguntado se queríamos assistência médica para ele, dado o quão prematuro era”, diz Helen se referindo ao fato de no Reino Unido os abortos serem permitidos até  a 24º semana. “Eu disse aos médicos que, se ele saísse respirando, eu queria que eles fizessem tudo o que pudessem e eles fizeram”, completou.

Ao nascer, Austin foi levado em seguida para um hospital infantil, onde recebeu cuidados especiais. O bebê a contrair duas infecções pulmonares, mas agora se re Após sete semanas, ele foi transferido para outro hospital, onde se recupera bem e seus pais esperam leva-lo pra casa até 28 de julho, que seria a data aproximada de seu nascimento se não fosse prematuro, diz a mãe.

“Ele cresceu muito e eu tenho que segurá-lo com duas mãos agora. Ele é maior do que a mão do meu marido. Seu batimento cardíaco é forte e a respiração por conta própria aumenta cada vez mais e a cada dia. Nós temos que levar cada dia por vez, nunca rezei tanto na vida como desde quando ele nascei, diz Helen.

Ela diz que seu filho é um “milagre duplo”, já que ela tem grave síndrome de ovário policístico e os médicos haviam dito que ela provavelmente não teria filhos. “Me disseram há anos que eu provavelmente teria uma menopausa precoce e as crianças estavam fora de cogitação, então Austin tem sido o nosso pequeno milagre duas vezes. Quando descobri que estava grávida, fiquei com êxtase. Eu o amo tanto”, completa a mãe.

O médico responsável pelos cuidados com Austin, Jonathan Cusack, disse ao jornal que o bebê é um lutador. “Estamos satisfeitos com o quanto Austin está se fortalecendo. No entanto, ele ainda tem um longo caminho a percorrer”. Veja as fotos de Austin:

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O que são ovários policísticos?

“A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade feminina. O principal problema que este desequilíbrio hormonal provoca está relacionado com a ovulação. A testosterona produzida pela mulher interfere nesse mecanismo e, ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade da incidência de cistos, porque eles resultam de um defeito na ação dos hormônios do ovário, impedindo a ovulação”, diz o ginecologista e obstetra Joji Ueno ao Minha Vida, parceiro do Catraca Livre.

Os sintomas e gravidade da doença podem variar. Para ser diagnosticado com a doença, é preciso ter pelo menos dois dos seguintes sinais:

Menstruação anormal, por exemplo, com intervalos menstruais de 35 dias, menos de oito ciclos menstruais por ano, amenorreia por quatro meses ou mais e períodos de menstruação intensa e prolongada
Níveis elevados de hormônios masculinos (andrógenos), que podem resultar em características físicas como excesso de pelos faciais e no corpo, acne adulta ou adolescente severa, calvície de padrão masculino
Pequenos cistos nos ovários identificados em ultrassonografia.

Por isso é importante que toda mulher que já entrou no período fértil consulte regularmente um ginecologista, fazendo os exames indicados para cada idade e relate qualquer alteração no ciclo menstrual ou no corpo. Leia matéria completa