Não demora muito para, ao andar pela cidade, encontrar uma lixeira cheia até a borda, com o lixo quase caindo no chão. Isso quando encontramos uma em boas condições. Pois agora, um novo projeto da Prefeitura de São Paulo planeja  mudar o panorama da coleta de lixo domiciliar na capital.

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O processo de coleta ocorrerá com menor frequência, além de ser mais rápido e seguro

Chamada de Coleta Mecanizada, a iniciativa prevê a instalação de uma série de contêineres em pontos estratégicos para a logística da coleta municipal, de forma a melhorar também a segurança e a limpeza do processo. Um sistema semelhante funciona em Barcelona desde os Jogos Olímpicos de 1992.

Ele é formado por dois tipos de coleta: de superfície e subterrânea. A primeira funciona com contêineres colocados sobre recuos nas calçadas. A segunda, com dois tipos de compartimentos instalados abaixo dela, o bigtainer e o sidetainer.

Com capacidade para 20 toneladas de lixo e a três metros de profundidade, estes bigtainers são ligados a duas lixeiras na superfície, feitas de aço galvanizado e acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida. Periodicamente o contêiner é trocado, sendo levantado por uma espécie de elevador que emite alertas sonoros para alertar os passantes. Espera-se que dessa forma o mau cheiro seja eliminado, o risco de enchentes diminua e o número de viagens do caminhão de coleta seja reduzido.

Pela cidade

São três unidades em funcionamento. Uma no Conjunto Habitacional Nova União, na Parada de Taipas, Zona Norte de São Paulo; outra no cruzamento da Avenida Rebouças com a Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, Zona Oeste; e outra ainda no Mercado Municipal, no Centro.

Os contêineres de superfície encontram-se espalhados por 25 pontos da região dos Jardins, na Zona Oeste. A concessionária Loga, parceira da Prefeitura no projeto, estuda a instalação de mais 700 unidades até o fim do ano no quadrilátero formado por Marginal Pinheiros, Avenida Rebouças, Avenida Paulista e Nove de Julho.

Mas todo esse sistema de coleta mecanizada funciona ainda de forma experimental e está em fase de testes. Para ter acesso às lixeiras, por exemplo, é necessário ter um cartão magnético de acesso, que é distribuído pela Loga e se destina exclusivamente aos ocupantes da área prevista para atendimento pelo contêiner.

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As caixas de descarte são acessíveis a pessoas com mobilidade restrita