5 tipos de tomadas que causam confusão pelo mundo

A maior confusão elétrica do mundo atende pelo nome de tomadas

27/01/2026 08:56

A chamada “guerra das tomadas” costuma surgir toda vez que alguém viaja, compra um aparelho em outro país ou tenta ligar um equipamento antigo em uma instalação moderna. A cena é conhecida: o eletrodoméstico funciona bem, mas a tomada da parede não é compatível. Esse cenário, comum em 2025, é resultado de decisões técnicas, históricas e políticas tomadas ao longo de mais de um século de eletrificação.

A principal razão para a diversidade de tomadas está na forma como a eletricidade se espalhou pelo planeta
A principal razão para a diversidade de tomadas está na forma como a eletricidade se espalhou pelo planetaImagem gerada por inteligência artificial

Por que existem tantos tipos de tomadas no mundo?

A principal razão para a diversidade de tomadas está na forma como a eletricidade se espalhou pelo planeta. No início do século XX, fabricantes criavam seus próprios modelos de plugues e soquetes, sem coordenação global e voltados, em geral, apenas ao mercado interno.

Além disso, a ausência de uma entidade internacional forte que definisse um modelo único desde o começo reforçou a fragmentação. Quando normas globais começaram a ser discutidas, boa parte dos países já tinha milhões de residências equipadas com um determinado tipo de tomada, tornando muito caro substituir tudo.

Confira abaixo um vídeo no canal do Youtube Tudo Sobre Isso que mostra os diversos tipos de tomadas ao redor do mundo:

Como a guerra das tomadas afeta o dia a dia e o comércio?

A expressão guerra das tomadas descreve o cenário em que vários padrões coexistem e geram conflitos práticos de compatibilidade. Em viagens internacionais, é comum depender de adaptadores ou até transformadores de voltagem para carregar celulares, notebooks e outros equipamentos.

Esse mosaico de padrões também impacta o comércio global de eletrônicos, pois fabricantes precisam produzir versões diferentes de cabos e plugues para cada região. Em vez de um único modelo mundial, a indústria lida com diversos tipos, como A, B, C, G, I e N, cada um com formato, número de pinos e nível de proteção específicos.

A principal razão para a diversidade de tomadas está na forma como a eletricidade se espalhou pelo planeta
A principal razão para a diversidade de tomadas está na forma como a eletricidade se espalhou pelo planetaImagem gerada por inteligência artificial

Quais são os principais padrões de tomada e onde são usados?

Os padrões de tomada variam conforme a história de eletrificação, a infraestrutura e as normas de segurança de cada país. A seguir, estão alguns dos tipos mais comuns e os locais onde aparecem com mais frequência no mundo.

  • Tipo A e B: comuns na América do Norte, em países como Estados Unidos e Canadá, além de algumas nações da Ásia e da América Central.
  • Tipo C: muito utilizado na Europa continental, em países como França, Espanha e Alemanha, além de diversas regiões da América do Sul, África e Ásia.
  • Tipo G: padrão adotado no Reino Unido, Irlanda e em vários países com influência britânica, como alguns territórios na Ásia e no Oriente Médio.
  • Tipo I: usado em países como Austrália, China e Nova Zelândia, com formato característico em “V”.
  • Tipo N: padrão oficial do Brasil e também utilizado em poucos outros países, com três pinos alinhados e foco maior em segurança.

Há chance de existir um padrão único de tomada mundial?

Em teoria, um padrão mundial de tomadas simplificaria viagens, comércio e instalação de equipamentos, mas a unificação enfrenta grandes obstáculos. Trocar todas as tomadas e plugues exigiria reformas caras em residências, comércios e indústrias, além de mudanças regulatórias complexas.

Na prática, a solução tem sido conviver com sistemas antigos e adotar alternativas intermediárias, como adaptadores universais, fontes chaveadas que aceitam múltiplas tensões e padronização parcial em novos edifícios. Assim, a guerra das tomadas tende a continuar, amenizada por equipamentos mais versáteis e normas de segurança elétrica cada vez mais rigorosas.