A cidade onde ninguém pode morrer e o motivo é muito louco

Proibição de enterrar mortos: entenda a lei de Longyearbyen

15/01/2026 17:36

A proibição de enterrar mortos na cidade de Longyearbyen, localizada no arquipélago de Svalbard, atrai a curiosidade de pessoas ao redor do mundo inteiro. Localizada no extremo norte da Noruega, essa localidade impõe regras rígidas devido às condições climáticas extremas que impedem a decomposição natural dos corpos humanos. Por esse motivo, as autoridades locais orientam que cidadãos gravemente enfermos busquem tratamento médico urgente no continente.

  • Localização geográfica extrema no Círculo Polar Ártico.
  • Presença do permafrost que impede a decomposição biológica.
  • Risco sanitário de vírus preservados no gelo por décadas.
  • Necessidade de translado obrigatório para a Noruega continental.

Como surgiu a proibição de enterrar mortos?

A regra inusitada surgiu oficialmente no século passado, após as autoridades perceberem que os cadáveres sepultados no cemitério local simplesmente não apodreciam. Nesse contexto, o solo congelado expulsava os caixões para a superfície com o tempo, criando um problema sanitário e logístico grave para a pequena comunidade mineira da região.

Além disso, pesquisadores descobriram posteriormente que vírus antigos permaneciam ativos nos tecidos preservados pelo frio intenso das ilhas Svalbard. Dessa forma, a administração municipal decidiu suspender novos sepultamentos para proteger a saúde pública atual e evitar a propagação de patógenos que deveriam estar extintos.

Qual é o papel do permafrost nesse fenômeno?

O permafrost consiste em uma camada de solo que permanece congelada durante todo o ano, atingindo profundidades consideráveis no extremo norte do planeta. Como a temperatura raramente sobe o suficiente para descongelar o chão, a atividade bacteriana necessária para a decomposição orgânica torna-se praticamente inexistente nessas latitudes.

Consequentemente, essa característica geológica transforma o cemitério local em um tipo de freezer natural permanente que mantém os corpos intactos. Para facilitar o entendimento das condições hostis do ambiente, a tabela abaixo apresenta os dados climáticos que justificam essa dinâmica biológica peculiar:

Característica Ambiental Detalhes em Longyearbyen
Tipo de Solo Permafrost contínuo e profundo
Temperatura Média Aproximadamente -7°C anuais
Luz Solar Noite polar por 4 meses seguidos

O que acontece se alguém falecer na cidade?

Caso um morador fique gravemente doente ou sofra um acidente fatal, o protocolo exige o transporte aéreo imediato para outras cidades norueguesas distantes. Portanto, o sistema de saúde local foca apenas em cuidados emergenciais básicos, já que a estrutura urbana não comporta ritos funerários tradicionais por questões ambientais e legais.

Nesse sentido, a legislação busca evitar que o solo preserve ameaças biológicas perigosas que poderiam afetar as futuras gerações de habitantes. Além dessa restrição, a cidade possui outras normas singulares adaptadas à convivência com a natureza selvagem e o clima ártico severo.

Abaixo você confere um vídeo do canal fercavs do TikTok, mostrando a curiosa realidade de Longyearbyen e explicando os motivos científicos por trás dessa lei bizarra:

@fercavs

A cidade que é proibido bater as botas

♬ Epic Music(863502) - Draganov89

Existe risco biológico real na proibição de enterrar mortos?

Sim, os cientistas confirmaram que amostras de tecidos de vítimas da gripe espanhola de 1918 ainda continham o vírus vivo em Svalbard décadas depois. Devido a esse perigo iminente, permitir a proibição de enterrar mortos evita que o aquecimento global provoque um degelo inesperado e libere doenças letais na atmosfera.

Por essa razão, a lista abaixo destaca as principais preocupações que fundamentam as decisões das autoridades de vigilância sanitária da Noruega:

  • Preservação acidental de vírus e bactérias altamente letais.
  • Contaminação do lençol freático por resíduos biológicos intactos.
  • Atração indesejada de ursos polares famintos para áreas urbanas.