A melhor forma de ampliar o WiFi e acabar com sinal fraco em casa

A cobertura WiFi falha por paredes e distância do roteador

02/01/2026 20:36

Em muitas casas, a internet rápida contratada não se traduz em uma boa experiência de navegação em todos os cômodos. Em um quarto a conexão funciona sem interrupções, enquanto em outro mal é possível carregar um vídeo. O mesmo ocorre em áreas externas, como jardim, varanda ou garagem, onde a rede sem fio perde força e a navegação se torna instável. O problema, na maioria dos casos, está na forma como o sinal WiFi se distribui pelo imóvel.

A tecnologia de fibra óptica pode entregar centenas de megabits por segundo até o modem, mas o WiFi está sujeito a limitações físicas. Paredes grossas, lajes, portas, espelhos e até eletrodomésticos interferem na propagação do sinal. À medida que a distância até o roteador aumenta, a intensidade cai e a qualidade da conexão diminui. Por isso, a simples contratação de um plano com mais velocidade nem sempre resolve. O ponto-chave é entender como ampliar a cobertura WiFi de forma eficiente.

A chamada cobertura de internet sem fio corresponde à área em que o sinal do roteador chega com força suficiente para garantir navegação estável
A chamada cobertura de internet sem fio corresponde à área em que o sinal do roteador chega com força suficiente para garantir navegação estávelImagem gerada por inteligência artificial

O que é cobertura WiFi e por que ela falha em casa?

A chamada cobertura de internet sem fio corresponde à área em que o sinal do roteador chega com força suficiente para garantir navegação estável. Em um ambiente doméstico, essa área é impactada por diversos fatores: material das paredes, tamanho do imóvel, disposição dos móveis, número de andares e quantidade de aparelhos conectados. Em casas maiores ou com muitos obstáculos, é comum surgirem “zonas mortas”, onde o WiFi praticamente não funciona.

Além das barreiras físicas, interferências de outros equipamentos também afetam a rede. Telefones sem fio antigos, micro-ondas, dispositivos Bluetooth e até as redes WiFi dos vizinhos podem disputar espaço no espectro de frequência, reduzindo a qualidade do sinal. Nesses cenários, o roteador sozinho não costuma dar conta de atender todos os ambientes, o que leva à necessidade de dispositivos de expansão de sinal.

Como ampliar a cobertura WiFi com repetidores?

Os repetidores WiFi, também chamados de extensores de alcance, estão entre as soluções mais utilizadas para aumentar a área de cobertura. Esses aparelhos captam o sinal do roteador principal e o retransmitem, criando uma espécie de “ponte” que leva a internet para locais mais distantes. Quando posicionados corretamente, são capazes de eliminar pontos sem conexão em corredores, quartos afastados e ambientes externos próximos à casa.

Para obter bom desempenho, recomenda-se dar preferência a repetidores de dupla banda, que operam em 2,4 GHz e 5 GHz. A faixa de 2,4 GHz costuma ter maior alcance, enquanto 5 GHz oferece maior velocidade em curtas distâncias. Alguns modelos trazem recursos de seleção automática de frequência, escolhendo em tempo real qual banda é mais adequada, o que ajuda a reduzir quedas de velocidade.

O local de instalação é determinante. Em geral, o repetidor precisa ser colocado em um ponto intermediário, onde ainda receba sinal razoável do roteador, mas já esteja mais próximo da área com WiFi fraco. Barreiras como paredes de concreto, tubulações metálicas e móveis grandes podem prejudicar o desempenho. Em residências amplas ou de dois ou mais andares, mais de um repetidor pode ser necessário para atingir todos os cômodos.

Confira abaixo um vídeo do canal no Youtube Cirilo Cabos sobre os repetidores de sinal WIFI:

WiFi fraco em paredes grossas: o que é melhor, repetidor ou PLC?

Em imóveis com vários andares, paredes grossas ou longos corredores, os repetidores podem não ser suficientes. Nesses casos, uma alternativa é o sistema PLC (Power Line Communication), também conhecido como adaptador Power Line. O princípio é simples: o sinal de internet é enviado pelo cabeamento elétrico da casa e, em outro ponto, um segundo adaptador transforma esse sinal em conexão de rede, geralmente com portas Ethernet e WiFi integrado.

Como o PLC utiliza a fiação elétrica, o sinal não precisa atravessar paredes por meio de ondas de rádio, o que reduz perdas em estruturas muito espessas. Em casas grandes, esse tipo de solução tende a ser mais estável do que apenas um repetidor tradicional. Com modelos atuais, é possível cobrir centenas de metros por adaptador, e a combinação de vários pontos amplia ainda mais o alcance da rede.

A escolha entre repetidor e PLC depende do cenário. Para levar WiFi até áreas externas, como jardim, piscina ou quintal, repetidores com proteção contra intempéries e certificações de resistência são frequentemente utilizados, permitindo operação sob chuva, poeira e variações de temperatura. Já em ambientes internos complexos, com diversos obstáculos físicos, os adaptadores PLC costumam proporcionar maior confiabilidade.

A chamada cobertura de internet sem fio corresponde à área em que o sinal do roteador chega com força suficiente para garantir navegação estável
A chamada cobertura de internet sem fio corresponde à área em que o sinal do roteador chega com força suficiente para garantir navegação estávelImagem gerada por inteligência artificial

Quais outras soluções existem para melhorar a cobertura WiFi?

Além de repetidores e PLC, surgiram nos últimos anos as redes mesh, que se tornaram comuns em casas que buscam cobertura uniforme. Nesse sistema, diversos pontos de acesso trabalham de forma integrada, como se fossem um único grande roteador espalhado pelo imóvel. A gestão de qual aparelho cada dispositivo utiliza é automática, reduzindo quedas ao se deslocar entre cômodos.

Os roteadores compatíveis com WiFi 6 e WiFi 7 também ajudam a lidar com o grande número de aparelhos conectados simultaneamente, cenário cada vez mais comum em 2025 com smart TVs, celulares, tablets, câmeras, consoles e dispositivos de automação residencial. Esses padrões trazem melhorias em velocidade, latência e eficiência, desde que aliados a uma boa estratégia de distribuição de sinal, seja com mesh, repetidores ou PLC.

Para organizar a escolha, muitos usuários seguem alguns passos básicos:

  • Mapear os pontos da casa onde o WiFi é mais fraco.
  • Verificar a posição e as limitações do roteador atual.
  • Testar o reposicionamento do equipamento antes de investir em novos dispositivos.
  • Avaliar se o problema está apenas na distância ou em barreiras estruturais.
  • Combinar tecnologias, quando necessário, para atender interior e áreas externas.

Em vários lares, uma abordagem híbrida é adotada: adaptadores PLC para garantir sinal firme nos cômodos internos mais afastados e repetidores, ou pontos mesh adicionais, para cobrir varandas, jardins e outros espaços abertos. Dessa forma, a velocidade contratada é melhor distribuída pelo imóvel, reduzindo as zonas sem conexão e oferecendo uma experiência de navegação mais estável em todos os dispositivos.