A verdade incrível sobre os hábitos estranhos dos pets que são totalmente normais

O instinto selvagem escondido nos gestos mais simples do seu pet

Quem convive com cães e gatos costuma se deparar com atitudes curiosas, como correr em círculos, encarar um ponto fixo ou dormir em posições improváveis. Observar de perto esses hábitos estranhos dos pets auxilia a compreender o bem-estar, as emoções e possíveis sinais de estresse ou doenças, ajudando o tutor a diferenciar manias normais de comportamentos que exigem atenção veterinária.

Um hábito curioso em cães é rolar em locais com odores intensos, como lama, grama “fedida” ou fezes
Um hábito curioso em cães é rolar em locais com odores intensos, como lama, grama “fedida” ou fezesImagem gerada por inteligência artificial

O que são hábitos estranhos dos pets e como interpretá-los

O que chamamos de hábitos estranhos dos pets envolve atitudes como perseguir o próprio rabo, enterrar brinquedos, amassar cobertores ou cheirar tudo com insistência. Esses gestos estão ligados ao instinto, à memória ancestral de caça e proteção e à forma como interpretam cheiros, sons e movimentos ao redor.

Um exemplo comum é o cachorro que dá voltas antes de deitar, comportamento instintivo de preparar o “ninho” e se acomodar em segurança. Já gatos que amassam almofadas ou o colo de alguém repetem um movimento típico de filhotes, associado à sensação de conforto e à busca de uma área segura para relaxar.

Quais hábitos esquisitos são considerados normais nos animais de estimação

Entre os hábitos mais citados pelos tutores estão cheirar tudo, lamber as próprias patas, esconder objetos, dormir em cima de pessoas ou eletrônicos e “caçar” luzes e sombras. Em geral, são comportamentos normais, desde que não sejam exagerados a ponto de prejudicar a rotina ou a saúde do pet.

  • Cheirar o tempo todo: o olfato é um dos principais meios de informação; cheirar móveis, calçados e visitas é coleta de dados sobre o ambiente.
  • Lamber as patas ou o corpo: além de higiene, é um recurso de autoconsolo quando feito de forma moderada.
  • Esconder brinquedos e alimentos: remete ao instinto de guardar recursos para consumo futuro.
  • Dormir em locais improváveis: muitos escolhem pontos elevados, estreitos ou quentes por proteção e conforto térmico.
  • Perseguir luzes e sombras: movimentos rápidos ativam o instinto de caça, sobretudo em gatos.

Por que alguns cães rolam em lugares com odores muito fortes

Um hábito curioso em cães é rolar em locais com odores intensos, como lama, grama “fedida” ou fezes. Esse comportamento tem base instintiva: ancestrais como os lobos poderiam disfarçar o próprio cheiro cobrindo-se com odores do ambiente, aproximando-se de presas sem serem percebidos.

Além disso, muitos cães parecem gostar da novidade olfativa, usando o cheiro forte como forma de exploração e comunicação química com o grupo. O comportamento é considerado normal, desde que a higiene seja mantida e se evite contato com substâncias tóxicas ou de risco à saúde.

Quando os comportamentos estranhos dos pets exigem maior atenção

Alguns sinais indicam que algo pode estar fora do padrão saudável, especialmente quando há mudanças repentinas, alta intensidade ou grande frequência. Se o pet passa a repetir a mesma ação de forma constante, sem interesse por outras atividades, pode haver dor, ansiedade ou desconforto envolvidos.

Comportamentos que interferem em alimentação, sono ou interação com pessoas e outros animais merecem investigação profissional. Mudanças ambientais, como reformas ou novos moradores, podem intensificar manias, mas sinais como perda de peso, feridas na pele, apatia ou agressividade repentina requerem avaliação veterinária.

Um hábito curioso em cães é rolar em locais com odores intensos, como lama, grama “fedida” ou fezes
Um hábito curioso em cães é rolar em locais com odores intensos, como lama, grama “fedida” ou fezesImagem gerada por inteligência artificial

O que são comportamentos compulsivos em cães e gatos

Alguns hábitos estranhos dos pets podem evoluir para comportamentos compulsivos, como lambedura excessiva, morder-se repetidamente, perseguir o próprio rabo sem parar ou correr em círculos por longos períodos. Nesses casos, o animal parece “preso” à ação e tem dificuldade de interrompê-la, mesmo diante de estímulos externos.

A lambedura compulsiva é uma das mais comuns e pode levar à perda de pelos e feridas na pele, associando-se a estresse, tédio, dor localizada, alergias ou problemas neurológicos. Quando o comportamento repetitivo se torna intenso e difícil de interromper, o médico-veterinário deve investigar causas físicas, quadros de ansiedade e, se necessário, indicar mudanças de rotina, enriquecimento ambiental, apoio de especialista em comportamento e, em alguns casos, medicação.

Por que os gatos arranham móveis e como redirecionar esse instinto

Gatos veem móveis de madeira como perfeitos para arranhar, pois desgastam as bainhas velhas das unhas para expor garras novas. Também marcam território por meio de glândulas entre os dedos, que liberam feromônios felinos, deixando seu cheiro na superfície escolhida.

Para canalizar esse comportamento de forma positiva, é essencial oferecer alternativas adequadas para o gato arranhar, como arranhadores verticais e horizontais de sisal, papelão ou madeira. Posicioná-los perto de sofás e poltronas, reforçando o uso com petiscos, brinquedos e carinho, ajuda a proteger os móveis, reduzir o estresse e promover bem-estar físico e emocional.