As 5 plantas que a NASA elegeu como as melhores para ter dentro de casa
As melhores plantas para limpar o ar da sua sala. Una estética industrial e purificação natural com espécies de baixa manutenção e alta eficiência
Em ambientes urbanos cada vez mais fechados, muitas pessoas buscam alternativas naturais para melhorar a qualidade do ar dentro de casa. Entre essas opções, as chamadas plantas que purificam o ar ganharam espaço em escritórios, salas e quartos, pois algumas espécies parecem ajudar a reduzir certos poluentes internos, funcionando como um “filtro vivo” complementar à ventilação e à limpeza do ambiente. Não é solução mágica, mas é como ter um aliado silencioso ali no canto da sala, ajudando um pouquinho todos os dias.

Como funciona o efeito purificador das plantas no ar?
O chamado efeito purificador das plantas de interior está ligado à capacidade de algumas espécies de absorver gases e partículas presentes no ar. Durante a respiração e a fotossíntese, folhas, raízes e microrganismos do substrato podem capturar compostos como benzeno, formaldeído, xileno e tricloroetileno.
O ar interno pode concentrar poluentes liberados por colas, vernizes, solventes, tecidos sintéticos e fumaça de cigarro, especialmente em locais com pouca ventilação natural. Nesses cenários, plantas como a Jiboia (Epipremnum aureum) e a Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata) são usadas como aliadas, sem substituir a renovação adequada do ar.
Um jeito simples de pensar nisso: as plantas podem dar uma “ajudinha extra”, mas abrir a janela continua sendo a parte principal da história. Se você está montando um cantinho mais saudável em casa, vale combinar as duas coisas: circulação de ar + algumas plantas bem escolhidas.
O que o estudo da NASA revela sobre plantas que limpam o ar?
O clássico NASA Clean Air Study, realizado no fim da década de 1980, investigou como certas plantas poderiam ajudar a melhorar o ar em estações espaciais e módulos selados. Em câmaras controladas, pesquisadores monitoraram a redução de poluentes como benzeno e formaldeído na presença de plantas ornamentais comuns.
Os resultados mostraram que algumas espécies reduziram a concentração desses compostos, embora em condições muito diferentes das de casas e escritórios. Entre as plantas mais citadas em estudos e revisões posteriores estão:
- Jiboia (Epipremnum aureum) – associada à redução de benzeno e formaldeído;
- Espada-de-São-Jorge (Sansevieria trifasciata) – resistente, comum em corredores e quartos;
- Lírio-da-paz (Spathiphyllum spp.) – frequentemente ligado à filtragem de compostos orgânicos voláteis;
- Palmeira-areca (Dypsis lutescens) – muito usada em interiores amplos e bem iluminados;
- Hera (Hedera helix) – com bom desempenho em algumas combinações de poluentes.
Um detalhe importante, como amigo eu te diria: esse estudo da NASA é legal, mas muita gente exagera o que ele realmente mostra. Ele foi feito em ambientes super controlados, que não têm nada a ver com a nossa sala ou quarto. Então sim, as plantas ajudam, mas não espere que uma única Jiboia “limpe todo o ar” do seu apartamento.

Quais plantas são mais usadas para melhorar o ar em casa?
Em ambientes residenciais, algumas espécies se destacam por serem fáceis de manter e aparecerem com frequência em pesquisas sobre qualidade do ar. A Jiboia é recomendada para locais com pouca ventilação e presença de móveis novos, tolera sombra parcial e pode ser cultivada em vasos ou suportes pendentes.
A Espada-de-São-Jorge também é muito popular, pois suporta baixa luminosidade e períodos sem rega, sendo comum em corredores, halls e quartos. Outras plantas utilizadas nesse contexto, embora exijam um pouco mais de cuidado, incluem o Lírio-da-paz, a Palmeira-areca, o Clorofito (Chlorophytum comosum) e diversas Dracenas decorativas.
Se você está começando agora, um bom conselho é: vá de plantas “cascudas”, que aguentam pequenos esquecimentos. Jiboia, Espada-de-São-Jorge e Clorofito são ótimas para iniciantes. Conforme você for pegando o jeito, pode arriscar um Lírio-da-paz ou uma Palmeira-areca, que pedem um pouco mais de atenção com luz e rega.
Como usar plantas purificadoras de forma realista e segura?
Especialistas em qualidade do ar lembram que essas plantas devem ser vistas como parceiras, não como solução única para ambientes fechados. Em casas e escritórios com portas, janelas e ar-condicionado, o impacto das plantas costuma ser menor do que o obtido com ventilação cruzada e bons filtros mecânicos.
Uma estratégia equilibrada é combinar espécies resistentes com hábitos simples, como abrir janelas sempre que possível, evitar excesso de produtos muito perfumados e manter o substrato sem encharcamento para não favorecer mofo. Além do possível auxílio na redução de poluentes, as plantas internas quebram a sensação de espaço fechado e incentivam uma rotina de cuidado com o ambiente doméstico e profissional.
Alguns conselhos bem práticos para você aplicar sem complicar:
- Espalhe as plantas pela casa em vez de concentrar tudo num só canto;
- Observe a luz: se a planta estiver amarelada, murcha ou sem crescer, talvez precise mudar de lugar;
- Regue com moderação: na dúvida, é melhor pouca água do que encharcar o vaso;
- Se tiver pets ou crianças pequenas, confira se a espécie não é tóxica antes de levar para casa;
- Use as plantas também pelo efeito emocional: um cantinho verde bem cuidado costuma deixar o ambiente mais leve e acolhedor.
No fim das contas, as plantas purificadoras funcionam como aquele amigo que não resolve todos os seus problemas, mas torna o dia a dia mais agradável. Elas não vão “milagrosamente” limpar o ar, mas podem somar: deixam o espaço mais bonito, trazem uma sensação de frescor e ainda ajudam um pouco na qualidade do ar, desde que você faça a sua parte com ventilação e limpeza.