Casa de Cultura do Parque organiza homenagem a Tom Jobim e várias outras atrações culturais em dezembro
Localizado na zona oeste de São Paulo, o centro cultural oferece uma programação gratuita de música, artes visuais, literatura, oficinas e conversas
Considerada um reduto cultural acolhedor bem ao lado do Parque Villa-Lobos, a Casa de Cultura do Parque está com uma super programação em dezembro. Tem até uma homenagem ao Tom Jobim!
Aberto ao público de quarta a domingo, das 11h às 18h, o espaço aposta em uma programação gratuita de música, artes visuais, literatura, oficinas e conversas. Não tem reserva de ingressos, é só aparecer e aproveitar.

Para quem é fã de bossa nova, basta ir ao centro cultural no sábado, dia 14 de dezembro, a partir das 16h, para curtir diversos shows e uma roda de conversa sobre Tom Jobim.
O evento começa com o bate-papo “O Brasil na canção de Tom”, que reúne Lorenzo Mammì (ensaísta e crítico de arte e música) e Arthur Nestrovski (compositor e violonista).
Depois, às 17h, o público assiste a breves apresentações de jovens pianistas que passaram pela escola de música da EMESP Tom Jobim: Júlia Toledo, Geovanna Regazi e Luis Chamis.
No repertório estão clássicos como “Inútil paisagem”, “Lamento do morro” e “Matita Perê”. Os shows integram o projeto sociocultural Música na Casa, da Casa de Cultura do Parque.
Para fechar a noite com chave de ouro, Benjamim Taubkin sobe ao palco às 18h, interpretando grandes canções deste grande mestre, falecido em 1994, como “O Morro não tem vez”, “Radamés y Pelé”, “Modinha”, “Água de beber”, “Chovendo na roseira” e “Águas de março”.
Performance
A arte contemporânea é um dos eixos da programação da Casa. Por isso, há sempre espaço para performances. No dia 7 de dezembro, às 17h, Carol Azevedo apresenta “Sobre ela” em diálogo com a mostra coletiva “Ainda viva”, em cartaz no espaço.
Vestida com uma meia-calça que cobre todo o corpo e com uma pêra na boca, a artista executa uma série de movimentos, incluindo o ato de costurar as próprias pernas e rastejar em direção ao público. A ação dura 30 minutos e a classificação indicativa é 18 anos.
Solte a sua criatividade com as oficinas
Gosta de colocar a mão na massa? O espaço cultural tem oficinas para todos os gostos – muitas são perfeitas para curtir em família, inclusive.
Para dezembro, estão programadas duas. No dia 7, das 11h30 às 13h, Estefani Rodrigues e Dariane Lima ministram a atividade “Arte no ar: construindo pipas criativas”.
Já no dia 14, é a música quem dita o programa. Entre às 11h e às 13h, Lucimara Amorim encanta o público com “Pau de chuva: oficina de construção de instrumento musical”. A ideia é usar materiais recicláveis para construir esse apetrecho indígena que imita o barulho da chuva.
Vale mencionar que as crianças só podem participar das atrações acompanhadas por um adulto. As senhas devem ser retiradas na portaria nos dias das atividades.
Exposições em cartaz na Casa de Cultura do Parque
Se em dezembro está impossível incluir mais algum passeio na sua agenda, não se preocupe: a Casa de Cultura do Parque está com exposições de arte contemporânea em cartaz até o primeiro trimestre de 2025. Apenas lembre-se de que o espaço entra em recesso entre os dias 21 de dezembro de 2024 e 7 de janeiro de 2025.

Até o dia 25 de fevereiro, o gabinete está com a instalação “Ninho duro”, de Rodrigo Sassi, conhecido por trabalhar a racionalidade e as formas geométricas. Trata-se de uma estrutura tridimensional que desafia o espaço arquitetônico e explora o contraste entre peso e leveza.
C. L. Salvaro ocupa o espaço do deck até 25 de fevereiro com a mostra “Lapso”. Refletindo sobre memória, falha e esquecimento, o artista exibe diversos móveis que podem ser realocados durante todo o tempo.

O argentino Manuel Brandazza exibe “Cae la noche tropical” no espaço 280×1020 até 25 de fevereiro. Ele criou um mural com cerca de 10kg de barro do rio Paraná, desenhos e peças de seda branca para retratar o cotidiano da sua cidade natal, Rosário. Questões sociais também aparecem na obra.
Unindo histórias em quadrinhos e pintura, Rafael Campos Rocha apresenta “Homem de Pijama Sonha Com Tex o Caubói”, uma série de bandeiras, até o dia 25 de março.

Já na galeria do parque está a exposição “Ainda viva”, em cartaz até 25 de fevereiro. Dezenove artistas fazem uma releitura da natureza-morta, gênero histórico da arte que remonta a Grécia Antiga, utilizando frutas in natura.
E, por fim, complementando as ações relacionadas às artes visuais, no dia 7 de dezembro, às 16h, acontece a roda de conversa do III Ciclo Expositivo 2024. Participam do encontro Bruna Costa e Paula Borghi, curadoras da mostra “Ainda viva”. A mediação é de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa.