Enterrar um pedaço de espada-de-são-jorge nos vasos de outras plantas: por que recomendam fazer isso
A espada-de-são-jorge é daquelas plantas que praticamente se cuida sozinha
Você já ouviu falar que enterrar um pedaço de espada-de-são-jorge em outros vasos pode fazer verdadeiros milagres no seu jardim? Pois é, essa técnica antiga está ganhando força novamente entre quem adora cultivar plantas em casa. A promessa é simples: raízes mais fortes, crescimento acelerado e proteção natural contra pragas. Parece bom demais para ser verdade, mas há uma explicação bem interessante por trás disso.

Por que a espada-de-são-jorge tem esse poder todo?
A espada-de-são-jorge é daquelas plantas que praticamente se cuida sozinha. Ela é resistente, cresce em qualquer canto e tem uma capacidade impressionante de armazenar nutrientes e água nas suas folhas carnudas. Quando você enterra um pedaço dela no vaso de outra planta, esse fragmento começa a liberar substâncias que ajudam no desenvolvimento das raízes vizinhas.
Além disso, essa planta tem propriedades naturais que afastam alguns insetos e fungos indesejados. É como se ela funcionasse como uma guardinha do seu jardim, protegendo as outras plantinhas ao redor. Muita gente que testa essa técnica relata que as plantas ficam mais viçosas e saudáveis em poucas semanas.
Como fazer o processo de forma correta?
Não adianta sair cortando a espada-de-são-jorge de qualquer jeito e enfiando no vaso. Tem um jeitinho certo de fazer isso para funcionar de verdade. O ideal é escolher uma folha saudável, fazer um corte limpo e deixar cicatrizar por algumas horas antes de plantar.
Aqui estão os passos básicos para você não errar:
- Corte um pedaço de aproximadamente 10 centímetros da folha, usando uma tesoura ou faca bem limpa para evitar contaminação
- Deixe o corte secar ao ar livre por pelo menos duas horas, isso ajuda a formar uma casquinha protetora
- Enterre cerca de 3 centímetros do pedaço na terra do vaso, de preferência próximo às bordas para não atrapalhar as raízes da planta principal
- Regue normalmente, sem exagerar na água, porque a espada-de-são-jorge não gosta de solo encharcado
Quais plantas se beneficiam mais dessa técnica?
Nem toda planta vai reagir da mesma forma a essa companhia verde. As que mais aproveitam são aquelas que gostam de condições parecidas com as da espada-de-são-jorge, ou seja, pouca água e bastante luminosidade. Suculentas, cactos e algumas plantas ornamentais costumam responder super bem.
Já as plantas que precisam de muita umidade podem não se dar tão bem, porque a espada-de-são-jorge prefere solo mais seco. O segredo está em observar as necessidades de cada espécie antes de fazer a combinação. Vale testar em um vaso primeiro para ver como a planta reage.

Existe algum cuidado especial a tomar?
Apesar de ser uma técnica simples, alguns detalhes fazem toda a diferença no resultado final. O principal cuidado é não exagerar na quantidade de pedaços enterrados. Um ou dois fragmentos por vaso médio já são suficientes, porque do contrário você pode acabar competindo por espaço e nutrientes.
Outros pontos importantes para prestar atenção:
- Troque os pedaços a cada seis meses, porque com o tempo eles vão perdendo a eficácia e podem até apodrecer
- Observe se aparecem sinais de mofo ou excesso de umidade, especialmente em vasos com pouca drenagem
- Evite usar pedaços de folhas doentes ou amareladas, pois podem transmitir problemas para as outras plantas
- Mantenha a rega controlada, lembrando que a espada-de-são-jorge gosta de solo mais seco do que molhado
Vale mesmo a pena experimentar essa técnica?
Se você gosta de testar métodos naturais e econômicos para melhorar seu jardim, essa técnica vale muito a tentativa. Ela não custa nada, é fácil de fazer e pode trazer resultados bacanas para suas plantas. Claro que não é milagre, mas muita gente garante que funciona mesmo.
O legal é que você pode ir testando aos poucos, começando com uma ou duas plantas que estejam precisando de um empurrãozinho. Com o tempo, você vai perceber quais espécies respondem melhor e pode ir ajustando a técnica conforme sua experiência. No fim das contas, cuidar de plantas é também sobre experimentar e aprender com os próprios erros e acertos.