Geladeira quente nas laterais? Saiba quando isso é normal e quando é perigo
Confira dicas diárias de manutenção para garantir que sua geladeira dissipe o calor corretamente
Em muitas casas, a chamada “geladeira que sua” ainda causa estranhamento. As paredes externas aquecem, a parte de trás parece um radiador e, em dias mais quentes, a sensação é de que o eletrodoméstico está mais trabalhando do que refrigerando; esse comportamento geralmente é normal e está ligado ao funcionamento do sistema de refrigeração e à forma como o aparelho está instalado.

Por que a geladeira esquenta e forma gotas de água por fora?
A geladeira aquece por fora porque retira o calor de dentro do gabinete e o transfere para o ambiente por meio do condensador, localizado na parte traseira, na base ou embutido nas laterais, dependendo do modelo. Para liberar esse calor, essas superfícies ficam naturalmente mais quentes ao toque, o que pode ser mais intenso em dias quentes ou em locais pouco ventilados.
O gás refrigerante circula em um circuito fechado: é comprimido, esquenta, passa pelo condensador, perde calor para o ar e depois segue para o interior da geladeira, onde se expande e resfria. Quando o ar do ambiente está úmido, alguns pontos ligeiramente mais frios das superfícies externas podem gerar pequenas gotas de água, fenômeno de condensação semelhante ao que ocorre em copos gelados.
Qual é a importância da distância de 10 cm em relação à parede?
Manter cerca de 10 cm entre a geladeira e a parede permite a ventilação adequada para dissipar o calor gerado pelo condensador. Se o aparelho fica muito encostado, o ar quente se acumula atrás ou na base, exigindo mais esforço do compressor para manter a temperatura interna correta.
Esse esforço extra aumenta o tempo de funcionamento do motor, o aquecimento das paredes externas e o consumo de energia, além de poder reduzir a vida útil do equipamento. Para garantir um bom desempenho, alguns fabricantes também recomendam folgas laterais e superiores, favorecendo um fluxo de ar contínuo ao redor do refrigerador.
- Menos aquecimento: o ar quente sobe e se dispersa com mais facilidade.
- Motor mais aliviado: o compressor trabalha menos tempo para atingir a temperatura ideal.
- Menor risco de falhas: componentes elétricos e o próprio compressor sofrem menos estresse térmico.

Como reconhecer quando o calor externo indica problema na geladeira?
Embora o aquecimento externo seja esperado, há situações em que o calor excessivo pode apontar necessidade de manutenção. Nesses casos, o aquecimento costuma vir acompanhado de ruídos diferentes, mau desempenho na refrigeração interna ou aumento perceptível na conta de energia.
- Calor muito intenso constante: laterais ou traseira tão quentes que é difícil manter a mão por alguns segundos, mesmo em ambiente ventilado.
- Interior pouco refrigerado: alimentos na parte de cima amolecendo ou congelador com formação exagerada de gelo.
- Ruídos fora do padrão: estalos, zumbidos persistentes ou liga e desliga em intervalos muito curtos.
- Consumo maior de energia: conta de luz subindo sem mudança no uso do eletrodoméstico.
Quais cuidados diários evitam aquecimento e condensação em excesso?
Alguns hábitos de instalação e uso ajudam a reduzir tanto o aquecimento das superfícies quanto a condensação visível nas laterais. A posição da geladeira no ambiente, a forma de organizar os alimentos e a frequência de abertura da porta influenciam diretamente no comportamento térmico do aparelho.
- Instalação correta: respeitar o recuo mínimo, nivelar o aparelho e evitar locais com sol direto ou próximos ao fogão.
- Boa circulação interna: não bloquear saídas de ar com recipientes grandes no interior da geladeira.
- Abertura moderada da porta: evitar abrir e fechar repetidamente em curtos intervalos para reduzir entrada de ar quente e úmido.
- Vedação em bom estado: manter as borrachas das portas limpas e sem rachaduras para impedir entrada de ar quente.
- Limpeza periódica externa: remover poeira da parte traseira ou da região do condensador, facilitando a troca de calor.