Jiboia vs. Costela-de-Adão, qual é a verdadeira vilã para cães e gatos em apartamentos?

Confira o checklist de sintomas de intoxicação por plantas ornamentais e saiba por que a Costela-de-Adão exige atenção redobrada em salas com cães

07/03/2026 18:56

Em muitos apartamentos, plantas como jiboia e costela-de-adão dividem espaço com cães e gatos, criando um cenário agradável, mas que pode esconder riscos. O instinto exploratório dos animais, aliado à curiosidade por folhas balançando ou ao alcance do focinho, transforma o que parece apenas decorativo em possível fonte de intoxicação. Sem conhecer as características de cada espécie, é comum priorizar a estética e a facilidade de cultivo, sem perceber que algumas plantas podem irritar boca, língua e até o trato gastrointestinal de cães e gatos.

Plantas de decoração podem causar intoxicação em cães e gatos?

Entre as plantas de interiores, jiboia e costela-de-adão estão entre as mais populares, mas ambas podem causar problemas. Elas contêm oxalato de cálcio em forma de cristais microscópicos, capazes de irritar a mucosa oral e, em alguns casos, o trato gastrointestinal de cães e gatos quando mastigadas.

O problema costuma surgir quando o animal morde folhas, caules ou raízes expostas, especialmente em apartamentos pequenos, onde o pet passa muitas horas próximo aos vasos. Os sinais mais comuns são salivação intensa, dificuldade para engolir, inchaço na boca e, em alguns animais, vômitos e recusa alimentar temporária.

Confiura abaixo um vídeo no canal do Youtube Vida no Jardim que cita algumas plantas tóxicas para cães e gatos:

Costela-de-adão é segura para conviver com cães?

A costela-de-adão (Monstera deliciosa) ganhou espaço na decoração por suas folhas grandes e recortadas, geralmente em vasos no chão, ao lado de sofás ou perto de varandas. Essa posição favorece o acesso de cães de médio e grande porte, que podem roer a planta por curiosidade, tédio ou por hábito de mastigar objetos no ambiente.

Do ponto de vista toxicológico, a costela-de-adão contém oxalato de cálcio insolúvel, que pode causar irritação intensa na boca e desconforto ao engolir. Em animais menores ou mais sensíveis, o quadro exige atenção especial, e a forma como o vaso é disposto influencia diretamente o risco de exposição.

Guia rápido de primeiros socorros: o que fazer quando o pet come plantas tóxicas? Saiba como agir em 2 minutos e conheça as melhores estratégias para isolar Jiboias e Monsteras no seu décor.
Guia rápido de primeiros socorros: o que fazer quando o pet come plantas tóxicas? Saiba como agir em 2 minutos e conheça as melhores estratégias para isolar Jiboias e Monsteras no seu décor. - Créditos: depositphotos.com / kseniasol

Jiboia representa um risco maior para gatos em apartamentos?

A jiboia (Epipremnum aureum) é comum em prateleiras, estantes e vasos pendentes, aproveitando melhor o espaço vertical. Adaptada a locais com pouca luz, ela chama a atenção pelo aspecto pendente das folhas, que balançam facilmente e funcionam como um atrativo visual, principalmente para gatos curiosos e ativos.

Assim como a costela-de-adão, a jiboia apresenta oxalato de cálcio em seus tecidos, capaz de causar dor, queimação na boca, salivação intensa e, em alguns casos, vômito. Gatos, por explorarem alturas, costumam ser mais frequentemente envolvidos em acidentes, mesmo quando a quantidade mastigada é pequena.

Como reduzir o risco das plantas jiboia e costela-de-adão para pets?

No confronto entre jiboia e costela-de-adão, o mais relevante é entender que as duas são tóxicas para cães e gatos e podem causar irritação local importante. O que muda é a dinâmica de exposição: a costela-de-adão tende a ser mais acessível para cães, enquanto a jiboia, por ser pendente e elevada, costuma atrair mais gatos em ambientes internos. Sempre que houver suspeita de mastigação, lavar a boca com água em temperatura ambiente e procurar orientação veterinária imediata ajuda a evitar complicações.

Além de posicionar vasos fora do alcance, oferecer brinquedos, arranhadores e enriquecimento ambiental reduz o interesse pelas folhas e canaliza a curiosidade do pet para atividades seguras. Manter telefone de emergência da clínica à mão, observar sinais como salivação intensa, inchaço na boca e dificuldade para engolir, e considerar espécies não tóxicas na decoração são medidas simples que tornam o convívio entre plantas e animais muito mais seguro.