Não é a Venezuela: o país latino-americano que está prestes a se tornar o maior produtor de petróleo do mundo até 2026

A Venezuela ainda detém a maior quantidade de petróleo reservado no subsolo de qualquer país do planeta

18/02/2026 15:41

Quando se fala em petróleo na América Latina, a Venezuela é quase sempre o primeiro nome que aparece na cabeça de qualquer pessoa. E não é sem motivo, já que o país tem as maiores reservas provadas de petróleo do planeta. Mas ter muito petróleo guardado no solo não é a mesma coisa que estar produzindo muito, e é exatamente aí que a história deu uma reviravolta interessante. Em 2026, outro país do continente assumiu de vez a liderança da produção regional, e a resposta surpreende bastante gente.

Em 2026, outro país do continente assumiu de vez a liderança da produção regional
Em 2026, outro país do continente assumiu de vez a liderança da produção regionalImagem gerada por inteligência artificial

Qual é o país que lidera a produção de petróleo na América Latina em 2026?

O país é o Brasil. Essa conquista é resultado de anos de investimento em exploração de petróleo em alto mar, especialmente nas chamadas águas profundas do litoral brasileiro. Os campos dessa região, conhecidos como pré-sal, ficam abaixo de uma camada espessa de sal no fundo do oceano e guardam uma quantidade enorme de petróleo que vem sendo extraída de forma crescente ao longo da última década. Em 2025, o Brasil atingiu cerca de 3,77 milhões de barris produzidos por dia, um número recorde que consolidou sua posição como o maior produtor de petróleo de toda a América Latina.

Esse resultado coloca o Brasil não apenas na frente dos seus vizinhos latino-americanos, mas também entre os dez maiores produtores de petróleo do mundo. É uma posição que poucos países alcançam e que reflete um esforço de longo prazo para desenvolver uma indústria de energia forte e competitiva no cenário global. Campos como Búzios e Mero, localizados na costa do Rio de Janeiro, estão entre os mais produtivos do país e são peças centrais nesse crescimento.

Por que a Venezuela, com a maior reserva do mundo, ficou para trás?

A Venezuela ainda detém a maior quantidade de petróleo reservado no subsolo de qualquer país do planeta, concentrada principalmente em uma região chamada Faja Petrolífera do Orinoco. Mas reserva e produção são coisas bem diferentes. Ter o petróleo lá não significa necessariamente que ele está sendo retirado e vendido. O país enfrentou ao longo dos últimos anos uma série de dificuldades que reduziram muito sua capacidade de produzir, como a falta de investimento para manter e modernizar as instalações, a saída de profissionais qualificados e um contexto que afastou empresas estrangeiras que poderiam ajudar na operação dos campos.

Com isso, a produção venezuelana ficou muito abaixo do que já foi no passado, abrindo espaço para que o Brasil avançasse e assumisse a liderança regional de forma consistente. É um caso claro de que não basta ter o recurso natural disponível se não houver as condições certas para transformá-lo em produção real e contínua.

Confira o vídeo do canal Manual do Mundo, com mais de 6.4 milhões de visualizações mostrando como uma plataforma de petróleo funciona:

Quais são os maiores produtores de petróleo do mundo atualmente?

Para entender melhor onde o Brasil se encaixa nessa história, vale ter uma ideia de como está organizada a produção global de petróleo. Os países que lideram esse ranking têm uma influência enorme sobre o preço do combustível no mundo inteiro, e a presença do Brasil entre eles é uma mudança significativa para toda a América Latina. De acordo com dados do Trading Economics, os dez maiores produtores de petróleo do mundo são:

  • Estados Unidos
  • Arábia Saudita
  • Rússia
  • Canadá
  • China
  • Iraque
  • Brasil
  • Emirados Árabes Unidos
  • Irã
  • Kuwait
Em 2026, outro país do continente assumiu de vez a liderança da produção regional
Em 2026, outro país do continente assumiu de vez a liderança da produção regionalImagem gerada por inteligência artificial

Quem mais aparece no radar energético da América Latina?

Além do Brasil, outros países da região também merecem atenção quando o assunto é petróleo. O México aparece como segundo produtor regional, com números relevantes mas bem abaixo do líder. Já a Guiana, país pequeno localizado no norte da América do Sul, vem ganhando cada vez mais destaque graças a descobertas recentes em alto mar, com perspectivas de crescimento que podem movimentar ainda mais o mapa energético da América Latina nos próximos anos e colocar esse país em posições cada vez mais relevantes no ranking regional.

Essa nova organização da produção de petróleo no continente mostra como o setor energético pode mudar de forma rápida e surpreendente. Países que pareciam consolidados em determinadas posições podem perder espaço, enquanto outros, com investimento bem direcionado e uma estratégia clara de longo prazo, conseguem avançar de forma expressiva e assumir protagonismos que poucos esperavam.

O que essa liderança representa para o Brasil e para a região?

Ocupar o topo da produção de petróleo na América Latina tem consequências práticas e simbólicas bastante relevantes. Do ponto de vista econômico, produzir mais petróleo significa mais receita para o país, mais geração de empregos no setor e uma posição de maior influência nas conversas sobre energia ao redor do mundo. Essa nova realidade também reflete uma mudança importante na forma como o Brasil se posiciona globalmente, não apenas como um grande mercado consumidor, mas como um produtor capaz de influenciar o mercado internacional.

Para a América Latina como um todo, a consolidação do Brasil nesse papel em 2026 é um dos movimentos mais significativos do cenário energético regional dos últimos tempos. Ela mostra que a liderança no setor de petróleo não depende apenas de quem tem mais reservas no subsolo, mas de quem consegue investir, planejar e executar com consistência ao longo do tempo. E nesse quesito, o Brasil provou que estava à frente.