O fenômeno bizarro da chuva de animais pesados que está assustando os condutores da Flórida
Fenômeno de iguanas congeladas caindo em carros na Flórida gera riscos de acidentes e prejuízos aos motoristas
Trafegar pelas vias da Flórida durante o inverno exige atenção redobrada, não apenas com as condições do asfalto, mas também com o que vem do alto. O fenômeno bizarro de répteis congelados despencando sobre carros em movimento tornou-se um risco real, exigindo cautela imediata dos condutores para evitar colisões graves e prejuízos materiais severos causados por esse obstáculo inesperado.

Por que a queda desses animais ocorre nas rodovias?
De acordo com pesquisas realizadas pela National Geographic para entender o risco ao volante, é preciso compreender que as baixas temperaturas afetam diretamente o metabolismo desses répteis invasores. Quando os termômetros atingem uma temperatura crítica, o corpo das iguanas entra em um estado de dormência involuntária, fazendo com que percam a sustentação muscular necessária para se fixarem nos galhos das árvores.
Muitas árvores que margeiam as estradas servem de habitat, transformando o trajeto diário em uma zona de perigo potencial durante as ondas de frio intenso. O estado de torpor impede que o animal reaja, resultando em projéteis biológicos pesados caindo diretamente sobre o tráfego, criando situações de emergência para quem está na direção.
Quais os riscos diretos para a estrutura do veículo?
O impacto de queda de um animal que pode pesar mais de cinco quilos gera uma força cinética capaz de amassar a lataria ou até estilhaçar vidros. Motoristas relatam estrondos semelhantes a pedras atingindo o teto, o que pode comprometer a integridade estrutural de componentes vitais da carroceria, como o para-brisas e o capô.
Além do dano físico imediato ao patrimônio, a surpresa causada pelo barulho repentino é um fator determinante para a perda de controle do automóvel. A reação instintiva de desviar bruscamente ao ouvir o choque aumenta exponencialmente as chances de colisões laterais ou saídas de pista, colocando em risco a integridade dos ocupantes.

Como agir para garantir a segurança viária nestas condições?
A prática da direção defensiva deve ser adaptada para incluir a observação aérea em áreas arborizadas durante os meses mais frios do ano. Manter uma distância segura do veículo da frente também ajuda a visualizar objetos caindo com antecedência, permitindo uma frenagem controlada e evitando manobras bruscas que possam causar acidentes em cadeia.
Existem protocolos específicos que todo condutor deve seguir ao trafegar por regiões infestadas durante o inverno para minimizar a exposição ao perigo e proteger o veículo.
- Evitar estacionar veículos sob copas de árvores grandes durante a noite ou em dias de frio extremo;
- Reduzir a velocidade em ruas residenciais sombreadas onde a concentração desses animais costuma ser maior;
- Manter a atenção focada na via e evitar distrações, preparando-se psicologicamente para reações rápidas no volante.
O seguro automotivo cobre avarias causadas por este fenômeno?
A natureza inusitada do acidente gera dúvidas frequentes sobre a cobertura das apólices tradicionais de veículos nos Estados Unidos e regiões afetadas. Geralmente, danos decorrentes de objetos em queda, sejam galhos ou animais, são enquadrados na categoria de cobertura compreensiva, que é distinta das coberturas para colisões comuns no trânsito.
Para garantir o ressarcimento adequado dos prejuízos causados pelo impacto no automóvel, é essencial seguir um processo rigoroso de documentação do sinistro logo após o evento.
- Registrar fotos detalhadas do animal ao lado do veículo e dos danos específicos causados na lataria;
- Solicitar um registro oficial ou boletim que valide a data, o local e as condições climáticas do evento;
- Entrar em contato imediato com a seguradora informando as circunstâncias exatas do acidente climático para abertura de processo.