O jeito curioso que as pessoas limpavam os dentes quando não existia pasta nem escova

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16/01/2026 14:26

Muitas pessoas acreditam que a higiene bucal na antiguidade era inexistente ou extremamente precária por falta de recursos tecnológicos modernos. Na verdade, as civilizações antigas utilizavam métodos naturais muito criativos para manter o sorriso limpo e saudável diariamente. Nesse sentido, entender essas práticas milenares ajuda a valorizar a tecnologia que temos hoje em nossos banheiros.

Para branquear os dentes, nossos ancestrais criavam misturas abrasivas feitas de casca de ovo moída, carvão vegetal ou até ossos calcinados
Para branquear os dentes, nossos ancestrais criavam misturas abrasivas feitas de casca de ovo moída, carvão vegetal ou até ossos calcinadosImagem gerada por inteligência artificial

Como funcionava a higiene bucal na antiguidade?

Os povos antigos não possuíam escovas de cerdas macias, então utilizavam gravetos mastigados conhecidos como “miswak” ou palitos de dente primitivos. Além disso, as fibras desses galhos atuavam como cerdas naturais que removiam restos de comida e massageavam as gengivas com eficácia.

Consequentemente, essa limpeza mecânica básica evitava o acúmulo excessivo de placa bacteriana, garantindo uma proteção mínima contra inflamações. O uso de cascas de árvores específicas também trazia propriedades antissépticas naturais que ajudavam no controle de odores indesejados através de elementos como:

  • Galhos de árvores com propriedades medicinais
  • Raízes fibrosas para limpeza profunda

Quais ingredientes compunham o pó dental antigo?

Para branquear os dentes, nossos ancestrais criavam misturas abrasivas feitas de casca de ovo moída, carvão vegetal ou até ossos calcinados. Nesse contexto, esses pós funcionavam como um esfoliante potente que retirava as manchas mais pesadas causadas pela alimentação diária.

Ademais, os egípcios e romanos frequentemente misturavam ervas aromáticas para melhorar o sabor e a eficácia dessas pastas primitivas. Veja a lista de componentes comuns na época para o polimento dental:

  • Cinzas de ossos e cascas de ovos moídas
  • Conchas de caracóis para abrasão controlada
  • Mirra e mel como agentes aglutinantes
  • Sal grosso para auxiliar na desinfecção

O que o vídeo revela sobre métodos antigos?

A especialista detalha como a ausência de açúcares processados na dieta facilitava a manutenção da saúde dos dentes sem o uso de produtos químicos. Portanto, a alimentação baseada em fibras e grãos integrais exercia um papel fundamental na limpeza natural durante a mastigação.

Nesse sentido, a produção mostra as ferramentas curiosas que substituíam a escovação moderna e explica a lógica por trás de cada material utilizado. O conteúdo foca especialmente na transição entre o uso de galhos e as primeiras cerdas de animais no cotidiano.

A Dra. Karen explica o funcionamento dos gravetos mastigáveis e a composição dos pós abrasivos no canal drakaren.odontologia do TikTok:

@drakaren.odontologia

Respondendo a @Thalita Alexandre

♬ som original - Dra. Karen

Por que a higiene bucal na antiguidade focava em ervas?

Manter um hálito agradável era uma prioridade social, resolvida através da mastigação de folhas de hortelã, canela ou cravos-da-índia. Além disso, o uso de resinas vegetais aromáticas servia como uma espécie de goma de mascar primitiva que perfumava a boca por horas.

Comparativamente, a tabela abaixo mostra a diferença entre os objetivos da limpeza antiga e as necessidades atuais da saúde dentária:

Método Antigo Função Principal
Gravetos Mastigados Limpeza mecânica das cerdas
Ervas Aromáticas Controle do hálito fresco
Pós Abrasivos Polimento do esmalte dental
Para branquear os dentes, nossos ancestrais criavam misturas abrasivas feitas de casca de ovo moída, carvão vegetal ou até ossos calcinados
Para branquear os dentes, nossos ancestrais criavam misturas abrasivas feitas de casca de ovo moída, carvão vegetal ou até ossos calcinadosImagem gerada por inteligência artificial

Qual era o papel da alimentação na saúde dos dentes?

A dieta menos processada dos nossos antepassados contribuía para dentes mais fortes e menos propensos a cáries graves. Nesse contexto, a ausência de farinha branca e açúcar refinado impedia o crescimento acelerado das bactérias que destroem o esmalte protetor.

Dessa forma, a mastigação constante de alimentos duros promovia uma autolimpeza eficiente das superfícies dentárias. Essa resistência natural compensava parcialmente a falta de ferramentas sofisticadas de limpeza no dia a dia daquelas populações.