O motivo por trás do hábito do cachorro girando antes de deitar vai te surpreender

A herança selvagem que ainda vive na sala da sua casa

Entre os hábitos curiosos dos pets, observar o cachorro girando antes de deitar chama a atenção de muitos tutores. Embora pareça apenas um gesto automático, especialistas apontam que esse comportamento reúne fatores instintivos, físicos e emocionais que influenciam diretamente o bem-estar do animal e ajudam tutores a diferenciar o que é natural do que pode indicar dor ou desconforto.

A principal explicação para esse comportamento está ligada ao instinto herdado de ancestrais selvagens
A principal explicação para esse comportamento está ligada ao instinto herdado de ancestrais selvagensImagem gerada por inteligência artificial

Por que os cães giram antes de deitar?

A principal explicação para esse comportamento está ligada ao instinto herdado de ancestrais selvagens. Antes da domesticação, canídeos giravam para avaliar o ambiente, checar odores, afastar insetos e ajustar o terreno, reduzindo riscos antes do descanso.

Mesmo vivendo em lares urbanos, os cães mantêm esse padrão: giram para conferir temperatura, escolher a melhor posição corporal e alinhar coluna e articulações, especialmente em superfícies duras ou irregulares.

Quer saber mais sobre o que passa na mente do seu pet nesse momento? No vídeo abaixo, o perfil @omanualdocachorro_ expande essa explicação, explorando como esse comportamento de girar é vital para o conforto e a segurança percebida pelo animal:

Quando girar antes de deitar pode indicar um problema?

Na maioria dos casos, o giro é um comportamento normal e saudável. O alerta surge quando o ritual muda de padrão, se torna exagerado, muito demorado ou vem acompanhado de sinais de dor, desconforto ou ansiedade.

Nessas situações, o hábito pode estar ligado a dores articulares, problemas de pele, alterações neurológicas ou quadros de estresse. Alguns sinais que merecem atenção incluem:

  • O cão gira muitas vezes e parece não encontrar posição para deitar;
  • Há lambedura intensa em patas, flancos ou região lombar após girar;
  • O animal reclama, rosna ou demonstra dor ao se deitar ou levantar;
  • O giro vem acompanhado de respiração ofegante, inquietação ou insônia.

Quais fatores influenciam a forma como o cão gira antes de descansar?

Vários elementos interferem na intensidade e frequência do giro, como idade, tipo de superfície, estado emocional e rotina de exercícios. Cães idosos com artrose tendem a girar mais devagar, enquanto filhotes podem girar de forma rápida e desorganizada.

Animais inseguros podem demorar mais para se acomodar, conferindo repetidamente o ambiente. Já cães com pouca atividade física podem apresentar inquietação na hora de dormir, prolongando o ritual antes de deitar.

A principal explicação para esse comportamento está ligada ao instinto herdado de ancestrais selvagens
A principal explicação para esse comportamento está ligada ao instinto herdado de ancestrais selvagensImagem gerada por inteligência artificial

Como o tutor pode avaliar o giro do cão de forma prática?

Observar o contexto é essencial para entender se o giro é apenas um hábito instintivo ou se pode sinalizar desconforto. O foco não deve ser apenas o número de voltas, mas também o comportamento antes, durante e depois de o cão se deitar.

  1. Observar a frequência: notar se sempre foi assim ou se houve aumento recente nas voltas.
  2. Avaliar o tempo: verificar se demora muito para se acomodar ou se deita rapidamente.
  3. Checar sinais de dor: gemidos, rigidez, relutância para subir em sofás ou camas.
  4. Analisar o ambiente: cama adequada ao porte, ausência de objetos incômodos.
  5. Registrar mudanças: anotar alterações repentinas e relatar ao veterinário.

Como deixar o momento de deitar mais confortável para o cão?

O tutor pode agir ativamente para tornar o descanso mais agradável e seguro. Ajustes simples em cama, ambiente, temperatura e rotina de exercícios contribuem para um sono melhor e reduzem a inquietação antes de deitar.

  • Ofereça cama adequada: tamanho suficiente, boa espessura e apoio para articulações.
  • Evite pisos frios e escorregadios: use tapetes antiderrapantes e locais sem correntes de ar.
  • Crie um cantinho tranquilo: reduza barulhos, circulação constante e luz intensa.
  • Mantenha rotina de exercícios: passeios e brincadeiras facilitam o relaxamento.
  • Ajuste a temperatura: ofereça locais mais frescos no calor e mantas em dias frios.
  • Respeite preferências do cão: observe se ele prefere superfícies firmes, fofas ou o chão.
  • Faça check-ups regulares: ajudam a detectar precocemente dores e problemas de pele.