O peixe que consegue viver fora da água por dias
Viver cada dia intensamente
Peixes que respiram fora d’água representam uma das adaptações mais fascinantes da evolução biológica em ambientes tropicais ou sazonais. Embora pareça algo saído de um filme de ficção científica, diversos grupos de animais desenvolveram mecanismos complexos para captar oxigênio diretamente da atmosfera. Essas espécies conseguem sobreviver por longos períodos em solos úmidos ou águas com baixíssima oxigenação, garantindo a continuidade da linhagem mesmo em condições extremas de seca ou calor intenso. Além disso, essa habilidade permite que os animais explorem novos nichos ecológicos inacessíveis para espécies puramente aquáticas.

Quais são os principais peixes que respiram fora d’água?
Primordialmente, o peixe-pulmonado africano destaca-se como o exemplo mais clássico de adaptação ao ambiente terrestre temporário. Ele utiliza um pulmão primitivo para extrair oxigênio do ar enquanto se enterra na lama durante os períodos de estiagem severa que secam os rios da região.
Ademais, o bagre-andante também demonstra uma habilidade incrível ao se deslocar por gramados úmidos entre diferentes corpos hídricos. Essa locomoção terrestre ocorre graças a órgãos suprabranquiais que permitem a absorção eficiente do ar atmosférico durante essas migrações fundamentais para a sua sobrevivência.
| Espécie Comum | Mecanismo Adaptativo | Habitat Principal |
|---|---|---|
| Peixe-Pulmonado | Pulmões Primitivos | Rios e Pântanos Africanos |
| Bagre-Andante | Órgão Labirinto | Sudeste Asiático |
| Anabantídeos | Câmara Suprabranquial | Águas Estagnadas |
Como funciona a respiração acessória nessas espécies?
Nesse sentido, a evolução moldou estruturas como o labirinto e tecidos altamente vascularizados na boca ou no trato digestivo desses animais. Essas adaptações permitem que o oxigênio passe diretamente para a corrente sanguínea sem a necessidade exclusiva das brânquias tradicionais no ambiente subaquático.
Consequentemente, esses seres vivos conseguem tolerar níveis de hipóxia que seriam fatais para a maioria das espécies de peixes comuns do ecossistema. Essa flexibilidade metabólica é o que garante a sobrevivência em pântanos estagnados ou rios que perdem volume de água rapidamente no verão.
Neste vídeo fascinante, a criadora apresenta detalhes impressionantes sobre como esses animais desafiam as leis da biologia em terra firme, conforme mostrado no canal Camila Ruiz do TikTok:
Onde vivem os peixes que respiram fora d’água?
Certamente, a maioria dessas espécies habita regiões tropicais da África, América do Sul e Sudeste Asiático, onde o regime de chuvas é instável. Nesses locais, as variações de nível da água exigem que os peixes busquem alternativas criativas para não morrerem sufocados na lama.
Por outro lado, alguns exemplares habitam manguezais e áreas costeiras onde a maré baixa expõe o fundo lodoso regularmente. Eles utilizam a umidade retida no solo para manter suas funções vitais operantes até que a água retorne ao seu nível normal com o ciclo das marés.
- Pântanos sazonais da Bacia do Congo
- Zonas úmidas do Pantanal brasileiro
- Manguezais da Tailândia e Indonésia
- Arrozais inundados no Vietnã

Quais são os maiores desafios desses animais na terra?
Sob o mesmo ponto de vista, a dessecação da pele representa o maior perigo para quem se aventura fora do espelho d’água por muito tempo. Por isso, muitos peixes produzem camadas de muco protetor que evitam a perda excessiva de líquidos durante a exposição direta ao sol forte.
Em suma, a predação por animais terrestres, como aves e pequenos mamíferos, também se torna um risco constante durante o deslocamento lateral. Contudo, a capacidade de migrar entre poças isoladas compensa largamente as ameaças enfrentadas fora do seu habitat natural original em busca de alimento.