O tubarão de pele rosa que possui um focinho em forma de lâmina e dentes em forma de pregos que conseguem perfurar cabos submarinos no fundo do oceano causando problemas na conexão de internet mundial e prejuízos para empresas de tecnologia

Aprenda sobre os desafios técnicos de manter a internet funcionando diante dos ataques de tubarões aos cabos submarinos

22/02/2026 10:46

A malha que sustenta a conectividade global reside no fundo do mar, enfrentando perigos além da pressão extrema e correntes profundas. Os cabos submarinos, artérias vitais da comunicação, sofrem ameaças constantes de seres fascinantes como o tubarão de pele rosa. Entender essa relação entre a vida marinha e a tecnologia é essencial para garantir o fluxo de dados que permite seu acesso diário aos serviços digitais.

A sensibilidade desses predadores ao campo magnético emitido pela corrente elétrica é um dos maiores desafios técnicos da atualidade
A sensibilidade desses predadores ao campo magnético emitido pela corrente elétrica é um dos maiores desafios técnicos da atualidadeImagem gerada por inteligência artificial

Por que o comportamento do tubarão de pele rosa afeta as redes abissais?

De acordo com a Marine Conservation o tubarão duende possui uma aparência peculiar com seu focinho alongado e mandíbulas que capturam presas com extrema eficiência. No fundo do mar, essa criatura utiliza sensores para localizar objetos que emitem sinais elétricos mínimos. Essa interação com os equipamentos gera incidentes que exigem monitoramento constante das equipes técnicas para manter a estabilidade da rede mundial e evitar interrupções de sinal.

As empresas que operam essas rotas investem recursos para entender como as mandíbulas desses animais perfuram os revestimentos protetores. O impacto de uma mordida compromete a transmissão de luz através das fibras ópticas internas do sistema. Preservar a integridade desses ativos exige um conhecimento profundo tanto da engenharia de materiais quanto da biologia marinha que habita as zonas de maior profundidade do oceano.

Como a eletrorrecepção interfere na segurança dos sistemas submarinos?

A sensibilidade desses predadores ao campo magnético emitido pela corrente elétrica é um dos maiores desafios técnicos da atualidade. A eletrorrecepção permite que o tubarão detecte os cabos submarinos como se fossem presas em potencial, resultando em investidas agressivas contra a estrutura metálica. Esse fenômeno cria vulnerabilidades que as operadoras tentam mitigar com novos designs de blindagem externa e isolamento reforçado para o hardware.

A energia que percorre os condutores atrai o animal, que confunde os impulsos eletrônicos com as batidas cardíacas de pequenos peixes. Esse instinto leva o tubarão a utilizar seus dentes para morder o objeto, causando perfurações que permitem a entrada de água salgada. A oxidação resultante é um problema grave que paralisa o tráfego de dados e demanda operações de reparo técnico extremamente complexas no ambiente marinho.

Quais são os principais danos estruturais causados pelas mordeduras desses animais?

A força exercida pela mandíbula do tubarão duende é capaz de atravessar camadas de polietileno e proteções metálicas em certas profundidades. Quando os dentes penetram a barreira, o isolamento é comprometido e a umidade atinge o núcleo sensível do cabo. Esse tipo de avaria física é difícil de localizar e exige o uso de navios especializados para realizar o conserto necessário na superfície da água.

Para evitar apagões de comunicação, a indústria desenvolveu protocolos rigorosos de proteção em áreas com alta atividade biológica identificada. O reforço das camadas é planejado com base em estudos sobre a fauna local e falhas registradas anteriormente. Existem diversos elementos técnicos aplicados para garantir que a rede permaneça operacional mesmo em locais frequentados por grandes predadores, como listado a seguir:

  • Armaduras metálicas duplas para garantir maior proteção mecânica.
  • Camadas de polímeros de alta densidade resistentes à perfuração.
  • Blindagens especiais para ocultar o campo magnético dos condutores.

Como as equipes técnicas garantem a continuidade do sinal de internet?

A identificação de uma falha começa com o monitoramento remoto de queda de voltagem e perda de pacotes de dados. Quando uma anomalia ocorre, as equipes utilizam robôs operados remotamente para inspecionar o local onde a integridade física foi rompida no solo oceânico. Esse trabalho cirúrgico é vital para que a troca de informações entre os continentes não sofra interrupções que afetariam a economia global.

Pequenas fissuras na blindagem de um cabo podem causar interrupções em escala continental. A precisão na engenharia de materiais é a única barreira entre o fluxo contínuo de dados e o isolamento digital provocado pela fauna abissal.
Pequenas fissuras na blindagem de um cabo podem causar interrupções em escala continental. A precisão na engenharia de materiais é a única barreira entre o fluxo contínuo de dados e o isolamento digital provocado pela fauna abissal.Imagem gerada por inteligência artificial

O processo de recuperação envolve tecnologias de ponta e uma logística que opera em janelas de tempo limitadas pelo clima. Soldar fibras ópticas em alto mar exige um ambiente controlado e profissionais qualificados que entendem os riscos de cada inspeção técnica. Os procedimentos adotados pelas empresas para assegurar a resiliência das conexões internacionais incluem os pontos fundamentais descritos abaixo:

  • Roteamento diversificado para garantir que o tráfego utilize caminhos alternativos.
  • Monitoramento acústico e visual constante das áreas de maior incidência.
  • Desenvolvimento de materiais inovadores que reduzam a atratividade elétrica.