Os suecos estão começando a se despedir da fritadeira a ar: este eletrodoméstico está dominando a cozinha.
O aparelho transforma qualquer bebida, desde suco de frutas até refrigerante e chá gelado
A fritadeira elétrica reinou absoluta nas cozinhas do mundo inteiro nos últimos anos. Era o presente de Natal mais pedido, o eletrodoméstico mais buscado em sites de compras e o protagonista de milhares de receitas nas redes sociais. De batatas crocantes a frango perfeitamente dourado, ela prometia sabor com menos óleo e entregava praticidade com um toque de mágica. Mas uma nova tendência que começou nos Estados Unidos e já se espalhou pela Europa está colocando a fritadeira em segundo plano. Na Suécia, um dos países que mais rapidamente adota novidades culinárias, o interesse está migrando para um tipo completamente diferente de aparelho: as máquinas de sorvete e slush caseiros.

Que eletrodoméstico está substituindo a fritadeira elétrica nas cozinhas?
A nova estrela das cozinhas são as máquinas de gelato e sorvete caseiro, com destaque para modelos que viralizaram nas redes sociais e se tornou um dos eletrodomésticos mais desejados de 2025 e 2026. Ao lado delas, as máquinas de slush domésticas, semelhantes às encontradas em quiosques e conveniências, também conquistaram enorme popularidade, especialmente após um modelo específico viralizar nos Estados Unidos e gerar filas virtuais em lojas online.
A lógica por trás dessa mudança é simples e sazonal. À medida que os dias ficam mais longos e quentes, a vontade de comer alimentos pesados, quentes e fritos diminui naturalmente. O apetite migra para sobremesas geladas, bebidas refrescantes e preparações leves que combinam com o clima de verão. Enquanto a fritadeira elétrica brilha nos meses frios com suas receitas crocantes e reconfortantes, as máquinas de sorvete e slush respondem ao desejo de frescor que domina a cozinha na metade mais quente do ano. Não se trata exatamente de uma substituição definitiva, mas de uma mudança de protagonismo que reflete a forma como as pessoas se relacionam com a comida em diferentes épocas.
Por que as máquinas de sorvete caseiro viralizaram nas redes sociais?
O relatório de tendências do TikTok para 2025 já apontava o crescimento explosivo do interesse por sobremesas caseiras, e os números confirmaram a previsão. Vídeos mostrando o processo de transformar ingredientes simples em gelato cremoso acumularam centenas de milhões de visualizações. O apelo é irresistível: com um aparelho compacto e algumas combinações de ingredientes congelados, qualquer pessoa consegue produzir em casa um sorvete com textura de gelateria italiana, personalizando sabores, controlando o açúcar e criando versões saudáveis com frutas, proteínas e ingredientes naturais.
O funcionamento é surpreendentemente simples. O usuário prepara uma base líquida com os ingredientes escolhidos, congela por algumas horas e depois coloca o recipiente na máquina, que tritura e processa o bloco congelado até atingir a consistência cremosa de um gelato artesanal. O resultado é uma sobremesa personalizada que pode variar de sorvetes tradicionais a sorbets de frutas, frozen yogurts, milkshakes densos e até versões proteicas para quem treina. A versatilidade e a facilidade de uso são os fatores que transformaram esse eletrodoméstico em fenômeno de vendas.
As máquinas de slush caseiro também fazem parte dessa tendência?
Sim, e com força. As máquinas de slush domésticas, que produzem aquela bebida gelada granulada conhecida como raspadinha ou frozen, ganharam popularidade massiva após uma marca americana lançar um modelo compacto que viralizou nas redes sociais. O aparelho transforma qualquer bebida, desde suco de frutas até refrigerante e chá gelado, em uma slush cremosa e refrescante em poucos minutos, sem necessidade de gelo triturado ou preparação prévia.
Na Suécia, a adoção foi rápida. O país, que historicamente é um dos maiores consumidores de sorvete per capita do mundo, abraçou tanto as máquinas de gelato quanto as de slush como extensões naturais de sua cultura gastronômica voltada para sobremesas. A tendência já se expandiu para a Dinamarca e outros países nórdicos, e tudo indica que o restante da Europa, incluindo o Brasil, seguirá o mesmo caminho nos próximos meses, especialmente com a chegada do verão no hemisfério sul.

A fritadeira elétrica vai desaparecer das cozinhas?
Definitivamente não. Apesar de estar perdendo o posto de estrela principal, a fritadeira elétrica continua sendo um dos eletrodomésticos mais úteis e versáteis que se pode ter na cozinha. Sua capacidade de preparar alimentos crocantes com uma fração do óleo utilizado na fritura tradicional, combinada com a rapidez e a facilidade de uso, garante que ela mantenha seu espaço permanente na bancada de milhões de lares. O que está mudando é o entusiasmo exclusivo que ela recebia.
As razões pelas quais a fritadeira elétrica não vai desaparecer:
- Ela continua imbatível para preparar proteínas como frango, peixe e carne com textura crocante por fora e suculenta por dentro, usando pouco ou nenhum óleo
- O tempo de preparo é significativamente menor do que o forno convencional, tornando-a indispensável para refeições rápidas em dias corridos de trabalho
- A versatilidade evoluiu: modelos recentes funcionam também como forno, grill, desidratador e aquecedor, acumulando funções que justificam o espaço na cozinha
- Para os meses mais frios, quando o apetite volta a pedir refeições quentes e reconfortantes, a fritadeira retoma naturalmente o protagonismo
O que essa tendência revela sobre o futuro dos eletrodomésticos?
A ascensão das máquinas de sorvete e slush caseiros e a relativa perda de protagonismo da fritadeira elétrica revelam uma mudança mais ampla na forma como os consumidores se relacionam com os eletrodomésticos de cozinha. A era do aparelho único e indispensável está dando lugar a uma cozinha equipada com dispositivos especializados para diferentes momentos, estações e desejos culinários. Em vez de um único herói na bancada, as pessoas estão construindo arsenais de eletrodomésticos compactos que se revezam conforme a ocasião.
O movimento também reflete a influência cada vez maior das redes sociais sobre as decisões de compra na cozinha. Um único vídeo viral no TikTok pode transformar um produto desconhecido em fenômeno de vendas global em questão de semanas. A Ninja Creami é o exemplo mais recente, mas antes dela vieram a própria fritadeira elétrica, as panelas elétricas multifuncionais e os liquidificadores de alta potência. Cada onda de popularidade não elimina a anterior, apenas adiciona uma nova camada ao ecossistema de eletrodomésticos que compõem a cozinha moderna. A fritadeira não está morrendo. Ela está apenas dividindo o palco com uma nova companheira gelada que, pelo menos até o inverno chegar, promete ser a protagonista das receitas e das redes sociais.