Por que a geladeira da sua avó dura 40 anos e a sua estraga?
Confira dicas práticas de limpeza e proteção elétrica para fazer seu eletrodoméstico ultrapassar a marca dos 10 anos
Durante décadas, era comum encontrar geladeiras funcionando perfeitamente depois de 30 ou 40 anos de uso. Atualmente, muitos consumidores relatam que os refrigeradores modernos apresentam falhas em cerca de 8 a 12 anos, o que levanta uma questão prática: o que mudou na forma de projetar, produzir e usar esses eletrodomésticos ao longo do tempo, e como isso afeta diretamente a durabilidade percebida pelos usuários?

Por que as geladeiras antigas duravam mais tempo?
Um dos pontos centrais para entender a durabilidade das geladeiras antigas é o projeto focado em robustez. Muitos modelos fabricados até o final do século XX tinham estruturas mais espessas, peças metálicas pesadas e sistemas mecânicos simples, com menos componentes sujeitos a falhas e mais tolerantes a mau uso.
Os sistemas de refrigeração antigos utilizavam compressores maiores, menos eficientes em energia, mas muito resistentes ao desgaste. A manutenção costumava ser esporádica, limitada à limpeza do condensador e eventuais recargas de gás, o que resultava em vida útil muitas vezes superior a 30 anos.
Como a eficiência energética afeta o consumo e a vida útil?
A relação entre consumo de energia e durabilidade interna é fundamental para comparar geladeiras antigas e modernas. As geladeiras antigas consumiam mais eletricidade, porém operavam com margem de esforço maior, trabalhando de forma “folgada” e sem explorar ao máximo a capacidade do compressor.
Nos modelos recentes, a eficiência energética é prioridade, exigida por selos, metas de economia e normas ambientais. Para reduzir o consumo, usam-se compressores menores, materiais mais leves e eletrônica de controle, o que melhora a economia, mas aumenta a sensibilidade a mau uso e oscilações na rede elétrica.

Quais fatores de mercado diferenciam geladeiras antigas e modernas?
O termo obsolescência programada costuma aparecer nessa comparação, embora não haja consenso sobre práticas deliberadas em todas as fabricantes. Ciclos de lançamento mais curtos, mudanças frequentes de design e avanços em recursos extras tornam a troca de modelo mais comum, reduzindo o tempo médio de permanência do aparelho na casa do consumidor.
Ao comparar a durabilidade da geladeira antiga com a de um refrigerador recente, surgem diferenças que vão além da simples “qualidade de fabricação”. A seguir, alguns pontos ajudam a entender essas mudanças de forma organizada e a identificar o que realmente influencia na vida útil:
- Materiais e estrutura – modelos antigos usavam mais metal e menos plástico; hoje o plástico é amplamente utilizado para reduzir peso e custo.
- Tecnologia – antes, o controle era basicamente um termostato mecânico; agora há placas, sensores, inversores e sistemas eletrônicos complexos.
- Eficiência energética – geladeiras atuais consomem muito menos energia, mas trabalham mais próximo do limite de projeto.
- Reparo e manutenção – peças mecânicas antigas eram mais simples de consertar; componentes eletrônicos exigem mão de obra especializada.
- Disponibilidade de peças – em refrigeradores antigos, era comum adaptar peças; hoje, sem o módulo exato, o reparo muitas vezes não é viável.
Confira abaixo um vídeo no canal do YouTube @DicasdaCdo que explica o porque as geladeiras de hoje não duram como as de antigamente:
Como aumentar a vida útil das geladeiras modernas no dia a dia?
Mesmo com expectativa média de cerca de 10 anos, alguns cuidados podem prolongar o funcionamento das geladeiras atuais. Instalação correta, limpeza adequada e proteção elétrica reduzem o estresse sobre o compressor, as placas eletrônicas e outros componentes internos sensíveis.
Para aplicar essas recomendações de forma prática no cotidiano, vale adotar hábitos simples que preservam o equipamento, diminuem o risco de falhas prematuras e melhoram a eficiência de uso:
- Manter o condensador limpo, especialmente em modelos com grade traseira ou inferior.
- Evitar abrir a porta com frequência desnecessária, reduzindo o esforço do compressor.
- Respeitar o espaço de ventilação indicado pelo fabricante nas laterais e atrás do equipamento.
- Instalar filtro de linha, DPS ou estabilizador em regiões com oscilações de tensão.
- Regular o termostato conforme a estação do ano, evitando frio excessivo sem necessidade.
- Realizar manutenção preventiva ao notar ruídos diferentes, falhas intermitentes ou dificuldade para gelar.