Por que a Jiboia fica com as pontas das folhas queimadas e amareladas

Saiba como evitar folhas queimadas na Jiboia cultivada em ambientes internos com ar condicionado e baixa umidade

15/02/2026 17:06

Observar as pontas das folhas da sua Jiboia adquirirem uma coloração marrom e um aspecto ressecado pode ser frustrante para quem iniciou recentemente no mundo da jardinagem e deseja ver suas plantas prosperarem em ambientes internos. Esse fenômeno, comum em espécies tropicais cultivadas em locais fechados, geralmente não indica a presença de pragas ou doenças graves, mas sim um grito de socorro silencioso da planta em resposta a desequilíbrios no ambiente ou no manejo diário, exigindo um olhar atento para ajustar pequenos detalhes que fazem toda a diferença na saúde vegetal.

Ambientes climatizados artificialmente representam um desafio significativo para plantas tropicais
Ambientes climatizados artificialmente representam um desafio significativo para plantas tropicaisImagem gerada por inteligência artificial

Por que as pontas da planta ficam queimadas?

A queimadura nas extremidades das folhas da Epipremnum pinnatum ocorre, fundamentalmente, quando a água absorvida pelas raízes não consegue chegar com eficiência até as partes mais distantes da planta, resultando na desidratação e morte celular naquela região específica. Esse déficit hídrico local pode ser causado tanto pela falta de água no solo quanto pelo excesso que apodrece as raízes, impedindo-as de cumprir sua função vital de transporte de nutrientes e hidratação para o restante da folhagem.

Outro fator determinante é o ambiente onde a planta está inserida, pois salas de estar e escritórios modernos tendem a possuir microclimas que desafiam a natureza tropical dessa espécie. A planta tenta constantemente equilibrar sua temperatura interna e hidratação, mas quando fatores externos forçam uma transpiração excessiva ou impedem a absorção correta, as pontas são as primeiras a sofrer, servindo como um termômetro visual da saúde geral do seu vaso.

O ar condicionado é o grande vilão?

Ambientes climatizados artificialmente representam um desafio significativo para plantas tropicais, pois o ar condicionado retira a umidade do ambiente, reduzindo drasticamente a *umidade relativa do ar* necessária para que a folhagem se mantenha viçosa e hidratada. Quando o ar está excessivamente seco, a taxa de transpiração da folha aumenta muito, fazendo com que ela perca água para o ambiente mais rápido do que as raízes conseguem repor, levando ao ressecamento característico das bordas e pontas.

Além da secura, o *estresse térmico* causado por correntes de ar frio direto sobre a planta pode causar danos irreversíveis aos tecidos vegetais, que não estão adaptados a mudanças bruscas de temperatura ou ventos gelados constantes. É fundamental posicionar o vaso longe da saída direta de ar e proteger a planta dessas oscilações, garantindo um ambiente mais estável e acolhedor para o seu desenvolvimento contínuo.

Para compreender melhor como identificar e corrigir esses problemas comuns que deixam as folhas com aspecto feio e queimado, o especialista do canal Cultivando do YouTube explica detalhadamente as quatro causas principais desse sintoma e ensina técnicas práticas para reverter a situação:

Como realizar a rega de forma correta?

A *rega* é, sem dúvida, o aspecto mais crítico para a manutenção da saúde da Jiboia em locais quentes, pois o equilíbrio entre a falta e o excesso de água determina a capacidade da planta de se manter turgida e verde. Muitos iniciantes erram ao estabelecer rotinas rígidas de calendário, ignorando que a necessidade hídrica da planta varia conforme a temperatura e a luz do dia, o que pode levar ao encharcamento do substrato e consequente asfixia das raízes.

Para evitar erros que comprometam a vitalidade da sua planta, é essencial adotar práticas de verificação constante antes de oferecer mais água, garantindo que o solo esteja nas condições ideais para receber hidratação. Observe atentamente os sinais que o substrato e a própria planta oferecem para guiar o momento certo de regar:

  • Teste do dedo ou palito: Insira o dedo na terra cerca de dois centímetros para sentir se o substrato ainda está úmido ou se já secou o suficiente para uma nova rega.
  • Peso do vaso: Vasos muito leves indicam que a terra está completamente seca, enquanto vasos pesados sugerem que ainda há muita água retida no interior.
  • Aspecto das folhas: Folhas que começam a enrolar ou perder o brilho geralmente indicam sede, mas devem ser hidratadas antes de murcharem completamente.
Ambientes climatizados artificialmente representam um desafio significativo para plantas tropicais
Ambientes climatizados artificialmente representam um desafio significativo para plantas tropicaisImagem gerada por inteligência artificial

O excesso de adubo pode prejudicar a planta?

A ansiedade por ver a planta crescer rápido muitas vezes leva ao uso exagerado de fertilizantes, o que provoca um acúmulo de sais minerais no solo que é altamente tóxico para as raízes sensíveis da *Epipremnum pinnatum*. Esse fenômeno, conhecido como salinização, inverte o processo de osmose, fazendo com que a planta perca água para o solo em vez de absorvê-la, resultando em queimaduras severas nas pontas das folhas mesmo que a terra esteja úmida.

Identificar se a adubação está sendo excessiva é crucial para interromper o ciclo de dano e permitir que a planta se recupere, lavando o substrato para remover o excesso de minerais. Fique atento aos seguintes indicativos visuais que sugerem que você pode ter pesado a mão na alimentação da sua planta:

  • Crostas brancas no solo: O aparecimento de uma camada esbranquiçada na superfície da terra é um sinal claro de acúmulo de sais provenientes de adubos.
  • Queima repentina das bordas: Se as folhas apresentarem bordas marrons logo após uma adubação recente, suspenda o uso de produtos imediatamente.
  • Crescimento estagnado: O excesso de nutrientes pode travar o desenvolvimento da planta em vez de acelerá-lo, causando estresse metabólico.