Por que a Jiboia fica com as pontas das folhas queimadas e amareladas
Saiba como evitar folhas queimadas na Jiboia cultivada em ambientes internos com ar condicionado e baixa umidade
Observar as pontas das folhas da sua Jiboia adquirirem uma coloração marrom e um aspecto ressecado pode ser frustrante para quem iniciou recentemente no mundo da jardinagem e deseja ver suas plantas prosperarem em ambientes internos. Esse fenômeno, comum em espécies tropicais cultivadas em locais fechados, geralmente não indica a presença de pragas ou doenças graves, mas sim um grito de socorro silencioso da planta em resposta a desequilíbrios no ambiente ou no manejo diário, exigindo um olhar atento para ajustar pequenos detalhes que fazem toda a diferença na saúde vegetal.

Por que as pontas da planta ficam queimadas?
A queimadura nas extremidades das folhas da Epipremnum pinnatum ocorre, fundamentalmente, quando a água absorvida pelas raízes não consegue chegar com eficiência até as partes mais distantes da planta, resultando na desidratação e morte celular naquela região específica. Esse déficit hídrico local pode ser causado tanto pela falta de água no solo quanto pelo excesso que apodrece as raízes, impedindo-as de cumprir sua função vital de transporte de nutrientes e hidratação para o restante da folhagem.
Outro fator determinante é o ambiente onde a planta está inserida, pois salas de estar e escritórios modernos tendem a possuir microclimas que desafiam a natureza tropical dessa espécie. A planta tenta constantemente equilibrar sua temperatura interna e hidratação, mas quando fatores externos forçam uma transpiração excessiva ou impedem a absorção correta, as pontas são as primeiras a sofrer, servindo como um termômetro visual da saúde geral do seu vaso.
O ar condicionado é o grande vilão?
Ambientes climatizados artificialmente representam um desafio significativo para plantas tropicais, pois o ar condicionado retira a umidade do ambiente, reduzindo drasticamente a *umidade relativa do ar* necessária para que a folhagem se mantenha viçosa e hidratada. Quando o ar está excessivamente seco, a taxa de transpiração da folha aumenta muito, fazendo com que ela perca água para o ambiente mais rápido do que as raízes conseguem repor, levando ao ressecamento característico das bordas e pontas.
Além da secura, o *estresse térmico* causado por correntes de ar frio direto sobre a planta pode causar danos irreversíveis aos tecidos vegetais, que não estão adaptados a mudanças bruscas de temperatura ou ventos gelados constantes. É fundamental posicionar o vaso longe da saída direta de ar e proteger a planta dessas oscilações, garantindo um ambiente mais estável e acolhedor para o seu desenvolvimento contínuo.
Para compreender melhor como identificar e corrigir esses problemas comuns que deixam as folhas com aspecto feio e queimado, o especialista do canal Cultivando do YouTube explica detalhadamente as quatro causas principais desse sintoma e ensina técnicas práticas para reverter a situação:
Como realizar a rega de forma correta?
A *rega* é, sem dúvida, o aspecto mais crítico para a manutenção da saúde da Jiboia em locais quentes, pois o equilíbrio entre a falta e o excesso de água determina a capacidade da planta de se manter turgida e verde. Muitos iniciantes erram ao estabelecer rotinas rígidas de calendário, ignorando que a necessidade hídrica da planta varia conforme a temperatura e a luz do dia, o que pode levar ao encharcamento do substrato e consequente asfixia das raízes.
Para evitar erros que comprometam a vitalidade da sua planta, é essencial adotar práticas de verificação constante antes de oferecer mais água, garantindo que o solo esteja nas condições ideais para receber hidratação. Observe atentamente os sinais que o substrato e a própria planta oferecem para guiar o momento certo de regar:
- Teste do dedo ou palito: Insira o dedo na terra cerca de dois centímetros para sentir se o substrato ainda está úmido ou se já secou o suficiente para uma nova rega.
- Peso do vaso: Vasos muito leves indicam que a terra está completamente seca, enquanto vasos pesados sugerem que ainda há muita água retida no interior.
- Aspecto das folhas: Folhas que começam a enrolar ou perder o brilho geralmente indicam sede, mas devem ser hidratadas antes de murcharem completamente.

O excesso de adubo pode prejudicar a planta?
A ansiedade por ver a planta crescer rápido muitas vezes leva ao uso exagerado de fertilizantes, o que provoca um acúmulo de sais minerais no solo que é altamente tóxico para as raízes sensíveis da *Epipremnum pinnatum*. Esse fenômeno, conhecido como salinização, inverte o processo de osmose, fazendo com que a planta perca água para o solo em vez de absorvê-la, resultando em queimaduras severas nas pontas das folhas mesmo que a terra esteja úmida.
Identificar se a adubação está sendo excessiva é crucial para interromper o ciclo de dano e permitir que a planta se recupere, lavando o substrato para remover o excesso de minerais. Fique atento aos seguintes indicativos visuais que sugerem que você pode ter pesado a mão na alimentação da sua planta:
- Crostas brancas no solo: O aparecimento de uma camada esbranquiçada na superfície da terra é um sinal claro de acúmulo de sais provenientes de adubos.
- Queima repentina das bordas: Se as folhas apresentarem bordas marrons logo após uma adubação recente, suspenda o uso de produtos imediatamente.
- Crescimento estagnado: O excesso de nutrientes pode travar o desenvolvimento da planta em vez de acelerá-lo, causando estresse metabólico.