Por que as lâmpadas de antigamente duravam décadas e as atuais duram meses?
O segredo da lâmpada que está acesa há mais de 120 anos sem queimar
A história da chamada lâmpada eterna desperta curiosidade em diferentes partes do mundo. Localizada em uma estação de bombeiros na Califórnia, essa lâmpada estaria acesa de forma quase contínua desde o início do século XX, o que levanta questionamentos sobre tecnologia, durabilidade, consumo e o modo como os produtos são fabricados em plena era de descartabilidade.

O que é a lâmpada eterna e onde ela fica?
A lâmpada conhecida como “Centennial Light” está instalada no quartel de bombeiros da cidade de Livermore, na Califórnia, nos Estados Unidos. Fontes históricas indicam que ela teria sido ligada por volta de 1901 e, desde então, permanece acesa com raras interrupções, geralmente ligadas a quedas de energia ou mudanças na instalação elétrica.
Ao redor desse objeto surgem relatos, registros fotográficos, monitoramento por câmeras e visitas de curiosos e pesquisadores. A lâmpada virou atração local e referência em debates sobre consumo, memória da primeira era da eletricidade e o contraste com produtos de vida útil reduzida.
Confira abaixo um vídeo no Youtube Fatos que Chocam que fala sobre a lâmpada “eterna” que está acesa a mais de 113 anos:
Como funciona a tecnologia da lâmpada eterna?
Trata-se de uma lâmpada de filamento de carbono, tecnologia comum nos primórdios da iluminação elétrica. Diferente das lâmpadas incandescentes modernas, ela tem funcionamento mais simples e menos exigente para os materiais internos, resultando em desgaste mais lento.
O filamento de carbono suporta temperaturas menores do que os filamentos de tungstênio, produzindo luz mais fraca, porém com maior longevidade. A potência reduzida, aliada a uma alimentação elétrica relativamente estável, contribui para que o filamento não seja levado ao limite de resistência térmica.
Quais fatores explicam a longa duração da lâmpada eterna?
A longa duração da lâmpada eterna é explicada por um conjunto de fatores de projeto, materiais e condições de uso. O filamento de carbono é mais espesso do que o de muitas lâmpadas posteriores, o que o torna mais resistente ao rompimento e a falhas súbitas.
Além disso, a lâmpada opera em baixa potência e não é frequentemente ligada e desligada, o que reduz o estresse térmico a cada acionamento. Pesquisadores e entusiastas da história da iluminação geralmente destacam os fatores abaixo para justificar sua impressionante longevidade:
- Filamento de carbono espesso, menos sujeito a rompimentos mecânicos e à evaporação do material.
- Baixa potência e luz suave, que implicam menor aquecimento e menor desgaste interno.
- Poucos ciclos de liga e desliga, reduzindo a fadiga do material e picos de corrente elétrica.
- Ambiente relativamente estável, com pouca vibração e poucas variações bruscas de temperatura.

Por que a lâmpada eterna influencia debates sobre consumo e tecnologia?
A existência de uma lâmpada que atravessa gerações em funcionamento contínuo estimula discussões sobre durabilidade, consumo e sustentabilidade. Em um cenário de preocupação ambiental crescente, equipamentos com vida útil mais longa podem significar menos resíduos e menor demanda por recursos naturais para fabricação e descarte.
Ao mesmo tempo, a lâmpada eterna utiliza uma tecnologia antiga, com rendimento luminoso muito inferior ao de soluções eficientes atuais, como LEDs. O contraste entre sua longevidade extrema e a eficiência das lâmpadas modernas ajuda a entender como escolhas de projeto, materiais e padrões industriais moldam tanto o desempenho quanto a vida útil dos produtos que consumimos.