Por que móveis novos têm cheiro forte?

O cheiro de móvel novo incomoda muita gente e tem uma explicação

21/01/2026 18:16

O cheiro forte de móveis novos costuma chamar atenção logo que chegam em casa ou no escritório. Esse odor característico está ligado a substâncias presentes em tintas, colas, vernizes, espumas e revestimentos usados na fabricação, e entender sua origem ajuda o consumidor a reduzir a sensação incômoda e a cuidar melhor da ventilação dos ambientes internos.

Nem todos os móveis novos liberam odores na mesma intensidade, pois isso depende da combinação de materiais
Nem todos os móveis novos liberam odores na mesma intensidade, pois isso depende da combinação de materiaisImagem gerada por inteligência artificial

O que causa o cheiro forte em móveis novos?

O principal motivo do cheiro de móveis novos é a liberação de compostos orgânicos voláteis (COVs), presentes em resinas, solventes, colas, tintas, seladores e vernizes. Quando o móvel chega ao ambiente interno, essas substâncias começam a evaporar lentamente, em um processo chamado de “off-gassing”, que é mais intenso nos primeiros dias.

Entre os COVs mais citados estão o formaldeído e alguns tipos de solventes usados em acabamentos, mais comuns em MDF, aglomerado e compensado do que em madeira maciça. Estofados, colchões e sofás também podem exalar odores vindos da espuma interna, de tecidos sintéticos e de tratamentos antiácaro ou impermeabilizantes, o que prolonga a percepção do cheiro.

Por que alguns móveis têm cheiro mais forte que outros?

Nem todos os móveis novos liberam odores na mesma intensidade, pois isso depende da combinação de materiais, do processo de fabricação e das normas seguidas pela indústria. Quando há maior uso de colas sintéticas, resinas com formaldeído ou vernizes de base solvente, o cheiro tende a ser mais perceptível do que em acabamentos à base de água.

Alguns fatores influenciam diretamente a força e a duração do odor, e podem ser observados ao comparar diferentes tipos de mobiliário e fabricantes:

  • Tipo de madeira ou painel: MDF e aglomerado usam resinas que podem emitir mais compostos.
  • Quantidade de acabamento: mais camadas de tinta, verniz ou selador significam mais material evaporando.
  • Tempo de cura na fábrica: móveis embalados logo após o acabamento “prendem” o cheiro.
  • Estofamento e espuma: sofás, cadeiras e colchões podem exalar odores de espumas e tecidos sintéticos.
Nem todos os móveis novos liberam odores na mesma intensidade, pois isso depende da combinação de materiais
Nem todos os móveis novos liberam odores na mesma intensidade, pois isso depende da combinação de materiaisImagem gerada por inteligência artificial

O cheiro de móveis novos faz mal à saúde?

A presença de cheiro forte indica que há substâncias em evaporação, mas o impacto na saúde depende da concentração, do tempo de exposição e da sensibilidade de cada pessoa. Em ambientes pouco ventilados, esse odor pode se acumular e causar desconforto imediato, especialmente em quem tem alergias respiratórias, rinite, asma ou sensibilidade a cheiros intensos.

Entre os efeitos mais relatados estão irritação no nariz, garganta e olhos, dor de cabeça ou mal-estar e agravamento de quadros respiratórios em pessoas sensíveis. Por isso, órgãos de saúde e normas técnicas recomendam reduzir a exposição prolongada a COVs em locais fechados, reforçando a importância de boa ventilação, sobretudo em quartos e ambientes de permanência prolongada.

Como reduzir o cheiro de móveis novos e escolher melhor na compra?

Apesar de o cheiro de móveis novos ser mais intenso nos primeiros dias, é possível acelerar sua dissipação com medidas simples. Facilitar a circulação de ar, abrir portas e janelas e, quando possível, deixar o móvel em um espaço arejado ajuda a evitar que o odor fique “preso” no ambiente interno.

Antes da compra, vale observar o tipo de acabamento e as certificações do fabricante, o que pode diminuir o incômodo posterior. Entre os cuidados possíveis, destacam-se a ventilação constante, a limpeza suave com pano úmido e sabão neutro, o uso de recipientes absorventes (como carvão ativado ou bicarbonato) em armários e o planejamento da entrega para quartos de bebês, crianças ou pessoas com sensibilidade respiratória.